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17 de maio de 2019, 07h07

Fábrica de munição pede R$ 100 milhões ao BB após decreto das armas de Bolsonaro

Nas redes sociais, a CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos) diz aos "clientes e amigos" que está "tão ansiosa quanto vocês para podermos exercer nossos direitos em relação ao novo decreto", mas que aguarda instruções do Exército para comercializar "novos calibres de uso permitido"

(Reprodução/Facebook)

Coluna Painel S.A., da jornalista Joana Cunha, na edição desta sexta-feira (17) da Folha de S.Paulo, informa que a CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos), uma das maiores fabricantes de munição do mundo, está prestes a fechar um pedido de financiamento de até R$ 100 milhões com o Banco do Brasil.

A captação de recursos pela indústria armamentista brasileira ao banco estatal ocorreu após a publicação do polêmico decreto sancionado por Jair Bolsonaro (PSL) que liberou o porte de armas para políticos, caminhoneiros, advogados e até jornalistas.

Nas redes sociais, a empresa diz aos “clientes e amigos” que está “tão ansiosa quanto vocês para podermos exercer nossos direitos em relação ao novo decreto”, mas que aguarda instruções do Exército para comercializar “novos calibres de uso permitido”.

O decreto foi contestado e se tornou alvo de processo no Supremo Tribunal Federal. Na semana passada, consultores da Câmara e do Senado elaboraram pareceres que indicam que o decreto de Bolsonaro extrapola limites legais, distorcendo o Estatuto do Desarmamento.


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