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12 de fevereiro de 2020, 14h00

Fazendeiro mentiu para a polícia e sabia de passado criminoso de Adriano Nóbrega

Guimarães, que pagou fiança de R$ 3 mil e foi solto nesta quarta, foi arrolado pelo miliciano ligado a Flávio Bolsonaro como testemunha de defesa em um processo penal na qual era réu e notificado no dia 21 de outubro de 2019

Adriano da Nóbrega e Leandro Abreu Guimarães (Montagem)

Solto nesta quarta-feira (12) após pagar fiança de R$ 3 mil, o fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, dono da propriedade onde o miliciano ligado a Flávio Bolsonaro estava escondido, mentiu para a polícia ao dizer que não sabia do passado criminoso do ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega.

Segundo informações obtidas pela revista Crusoé, Guimarães foi arrolado por Adriano como sua testemunha de defesa em um processo penal na qual era réu e foi notificado no dia 21 de outubro de 2019 por um oficial de Justiça do fórum da cidade baiana de Pojuca, próxima a Esplanada.

Antes do miliciano ser morto pela polícia baiana, Guimarães deu guarida a ele em sua propriedade que abriga o Parque Gilton Guimarães, uma fazenda que também é área de vaquejadas, na zona rural de Esplanada.

A fazenda está localizada em um local conhecido como “entrada dos coqueiros” pelos moradores de Esplanada, região com diversas fazendas de alto padrão, inclusive de políticos, segundo o jornal O Globo, que teve acesso à investigação.

O local onde Adriano se escondeu possui 12 edificações, sendo que, na área principal, há quatro construções, entre elas a casa em que o ex-capitão estava, onde foram encontradas quatro armas.

Ao perceber a movimentação dos policiais, por volta das 6h deste domingo (9), Adriano fugiu em direção a uma chácara vizinha, que fica a oito quilômetros de distancia. A casa é do vereador Gilsinho da Dedé, que é filiado ao PSL, onde foi morto pela polícia.


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