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03 de janeiro de 2020, 09h41

Feliciano liga Sininho a acusado de atentado contra o Porta para concluir que nazismo nasceu socialista

O próprio Adolf Hitler, em seu livro Mein Kampf, afirma que a confusão entre nazismo e comunismo – em certa medida incitada pelos próprios nazis como estratégia publicitária – era, para ele, hilária. “Quantas boas gargalhadas demos à custa desses idiotas e poltrões burgueses

Marco Feliciano e Jair Bolsonaro (Arquivo)

O deputado e pastor Marco Feliciano (Podemos-SP), em uma comparação sem sentido algum, relacionou o apoio da militante Sininho, que foi considerada líder dos black blocs nos atos de 2013, a Eduardo Fauzi, acusado do atentado contra a produtora do Porta dos Fundos, para tentar embasar a tese de que o nazismo foi ligado a setores socialistas, de esquerda.

“Sininho defendendo Fauzi repete a História. Partido Nazista nasceu socialista, e teve como 1º nome Partido dos Trabalhadores Alemães, e depois Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Tinha facção que pregava a revolução socialista. Tudo farinha do mesmo saco”, tuitou Feliciano.

A tese defendida por bolsonaristas e olavistas – e propagada em grande parte pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo – é rechaçada em todo o mundo, especialmente por pesquisadores alemães, e foi rebatida até mesmo pelo governo alemão, que publicou um vídeo nas redes sociais em setembro de 2018 dizendo que o nazismo é fruto do “extremismo de direita”.

Em visita ao museu do Holocausto, em Israel, em abril do ano passado, Jair Bolsonaro chegou a dizer que o nazismo é de “grupos radicais de direita”. A declaração buscou se retratar de uma fala anterior, em que Bolsonaro concordava com Araújo. “Não há dúvida. Partido Social Nacionalista da Alemanha”, disse em abril, baseado apenas no nome do partido.

O próprio Adolf Hitler, em seu livro Mein Kampf (Minha Lula) afirma que a confusão entre nazismo e comunismo – em certa medida incitada pelos próprios nazis como estratégia publicitária – era, para ele, hilária.

“Quantas boas gargalhadas demos à custa desses idiotas e poltrões burgueses, nas suas tentativas de decifrarem o enigma da nossa origem, nossas intenções e nossa finalidade! A cor vermelha de nossos cartazes foi por nós escolhida, após reflexão exata e profunda, com o fito de excitar a esquerda, de revoltá-la e induzi-la a frequentar nossas assembleias; isso tudo nem que fosse só para nos permitir entrar em contato e falar com essa gente.”

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