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12 de dezembro de 2019, 08h22

Fernando Brito alerta para risco da volta da inflação

A FGV divulgou nesta quinta-feira (12) que o Índice Geral de Preços marcou 1,8%, a maior taxa desde 2008

Reprodução

Em artigo publicado nesta quinta-feira (12) no Tijolaço, o editor Fernando Brito alerta para o aumento no Índice Geral de Preços do primeiro decêncio, divulgado nesta manhã pela Fundação Getúlio Vargas. O Índice teve como resultado a taxa de 1,83%, a partir de valores do final de novembro. De acordo com o jornalista, é o maior índice desde 2008 e pode resultar em um retorno desenfreado da inflação no país.

“Teremos, na melhor das hipóteses, uma taxa de juros igual à taxa de inflação, o que quer dizer remuneração zero para o investidor. Não seria problema numa economia pujante, onde a remuneração da atividade produtiva compensasse a perda de rentabilidade financeira”, analisa.

No entanto, Brito afirma que este não é o cenário atual da economia brasileira. “O Banco Central está desconhecendo todos os avisos de tempestade – as quais sempre podem ou não cair”, acrescenta. “Poderia, sem grandes abalos, ter mantido ou reduzido a taxa de juros e não o fez, baixando-as tal como Dilma fez há anos, com as melhores intenções, mas levando a economia ao desequilíbrio porque acentuou um movimento global de queda da atividade”, explica o jornalista.

Para Brito, a redução dos juros é boa para a economia do país. No entanto, não há como ter investimento no Brasil como “taxa de retorno real de 0,25% ou 0,5%”.

“Com o emprego estagnado, a renda empoçada e o consumo apenas com espasmos, não têm de onde vir, senão da especulação oca”, diz o artigo. “Isso não costuma acabar bem”, acrescenta.


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