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15 de junho de 2018, 12h09

Fernando Pimentel denuncia sabotagem do governo Temer contra Minas Gerais

O empréstimo de R$ 3 bilhões seria suficiente para dar normalidade ao fluxo de caixa do estado, que é a maior economia de oposição no país

Apesar de estar às portas da cadeia, a influência do senador Aécio Neves sobre a política mineira parece estar longe de terminar. O mesmo se pode dizer do governo Temer que, apesar de bater recordes negativos consecutivos, continua a atuar para desestabilizar governos adversários, sobretudo o mineiro, a maior economia de oposição no país.

Uma liminar de Gustavo Valadares (PSDB-MG), político da base aliada de Temer e ligado a Aécio foi concedida nesta quinta-feira (14) pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE/MG) para impedir que o governo mineiro possa contratar um empréstimo de R$ 3 bilhões, que seriam suficientes para dar normalidade ao fluxo de caixa do estado.

Um ataque a todos os mineiros

Para o governo mineiro, a liminar prejudica a todos. Sobre o assunto, o governador Fernando Pimentel disse que “o pedido da liminar não está simplesmente atrapalhando o meu governo, pois os responsáveis estão impedindo que a saúde e a educação recebam investimentos”.

Segundo o governador, os responsáveis pelo movimento “não estão fazendo um cerco à pessoa do governador, mas a 20 milhões de mineiros e mineiras, que dependem do Estado direta ou indiretamente”.

Pimentel afirma que “eles acham que vão desanimar o governador, mas esquecem de que o nosso compromisso com o povo de Minas Gerais é real e foi construído junto com os mineiros, ao longo de nossa história de diálogo com as pessoas”.

O governador disse ainda que “os autores do pedido de liminar são irresponsáveis e oportunistas; mas não vamos desistir, vamos aumentar a luta e ampliar o grito contra o governo que desmonta o país e prejudica milhões de brasileiros, vamos usar nossas armas, com a força e a coragem do povo mineiro.

O governador finalizou dizendo “estar confiante de que vai reverter essa questão no tribunal”.

Contradição

A liminar, impetrada por aecistas e governistas entra em contradição com os seus próprios atos, quando estavam no governo mineiro. Durante o governo Anastasia, a Minas Gerais Investimentos, MGI, uma empresa criada para controlar os fundos financeiros do estado, emitiu debêntures milionários. Outra ação semelhante ocorreu em 2012, quando a Codemig, outra estatal mineira, contraiu uma dívida de US$ 350 milhões com os bancos Itaú, Santander e BB.

Foi emitida na ocasião uma quantia vultuosa que, ao invés de ir para demandas urgentes da população como saúde, educação, segurança e infraestrutura, foi utilizada em obras e realizações que privilegiavam o marketing, como a construção da sala de música da Filarmônica e as obras da Expominas de São João Del Rei.

Além disso, o empréstimo contraído com os três bancos ficou de herança para o governo Fernando Pimentel, que já pagou juros que, até o momento, desfalcaram em R$ 1,1 bilhão, o caixa da Codemig.

 


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