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18 de dezembro de 2018, 08h30

FHC diz que Bolsonaro encerra um ciclo, mas não sabe se conseguirá criar outro

Entre os símbolos que se encerram, FHC citou a ideia de que o Estado "vai resolver problemas" e a proliferação de partidos, com mais de 20 deles com representação no Congresso

Foto: Divulgação

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, nesta segunda-feira (17), durante palestra em São Paulo, em evento de lançamento do livro “Legado para a Juventude Brasileira”, elaborado por ele e pela pesquisadora Daniela de Rogatis, que a eleição de Jair Bolsonaro encerra um ciclo da política do Brasil iniciado na Constituição de 1988, mas não sabe se vai criar outros.

“Minha expectativa é que o governo, que não existe ainda, vai terminar um ciclo, vai matar um ciclo. Bom, esse ciclo já estava morrendo. Mas não sei se vai ser capaz de criar outro. Eu tenho uma interrogação. Não estou dizendo que não vai ser capaz. Estou dizendo que eu não sei se vai ser capaz de criar outro, imaginar formas políticas”, disse.

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Entre os símbolos que se encerram, FHC citou a ideia de que o Estado “vai resolver problemas” e a proliferação de partidos, com mais de 20 deles com representação no Congresso.

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FHC lembrou que na Constituinte, como líder do PMDB no Senado, o valor básico da época era a democracia. “Não pusemos regras na formação de partidos.”

O ex-presidente também disse que não há como julgar um governo que ainda não começou, mas, mesmo assim, criticou ideias defendidas por Bolsonaro, como o projeto Escola Sem Partido.

Sem se referir a Bolsonaro, disse em sua apresentação que, em regimes abertos, não se pode “só mandar”. “Tem que convencer. A liderança hoje depende da capacidade que têm os líderes.”

O tucano também disse ver um “germe da inquietação” em diversas partes do mundo, citando, como exemplo a mobilização dos coletes amarelos na França. “É um momento novo no mundo, não é só aqui, não. Onde é que não tem crise? Onde tem ditadura, onde não tem liberdade.”

Com informações da Folha

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