segunda-feira, 21 set 2020
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FHC diz que declaração de Eduardo Bolsonaro cheira a fascismo

Foto: Renato Araújo/Agência Brasil

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) repudiou, com veemência, as declarações de Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável do PSL, em um vídeo, no qual ele diz que bastam um soldado e um cabo para fechar o STF. FHC usou o Twitter para criticar: “As declarações do dep. E Bolsonaro merecem repudio dos democratas. Prega a ação direta, ameaça o STF. Não apoio chicanas contra os vencedores, mas estas cruzaram a linha, cheiram a fascismo. Têm meu repúdio, como quaisquer outras, de qualquer partido, contra leis, a Constituição”.

Essa reação pode sinalizar na direção de que o tucano finalmente aceite participar de uma frente democrática contra o fascismo, pois até o momento ele tem se colocado de forma refratária à tese. Inclusive em seu tuíte anterior, o ex-presidente insinuou apoio a um manifesto divulgado por democratas, embora não tenha assumido um posicionamento claro no segundo turno da eleição.

“Há em circulação um manifesto de democratas progressistas. Bem-vindo. Com a provável eleição de Bolsonaro precisaremos mais ainda de defensores da democracia, para impedir que ele (ou quem vier a vencer) tente sair do rumo constitucional”, escreveu.

O vídeo

Durante uma palestra, pouco antes do primeiro turno, Eduardo Bolsonaro afirmou que se o STF impugnar a candidatura do pai “terá que pagar para ver o que acontece. Será que eles vão ter essa força mesmo? Se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo”.

A declaração foi em resposta a uma indagação de alguém da plateia sobre qual seria a reação do Exército no caso de impugnação da candidatura de Bolsonaro. Foi o suficiente para ele afirmar: “Mas aí eles vão ter que pagar para ver. Será que vão ter essa força toda mesmo? O pessoal até brinca lá: se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo. Não é querendo desmerecer o soldado e o cabo. O que que é o STF? Tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que que ele é na rua?”, questionou.

Redação
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