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19 de outubro de 2019, 13h05

FHC diz que Lula é egocêntrico e chama Bolsonaro de tosco e Dilma de incompetente

Ex-presidente deu entrevista para revista Veja como forma de promover seu livro

Há anos fora da política partidária e sem se envolver nos principais fatos do país nos últimos tempos, Fernando Henrique Cardoso ainda é bastante procurado pela mídia convencional para comentar o cenário político do país. Em sua mais recente entrevista para revista Veja, o ex-presidente, que está lançando mais um livro de memórias sobre o tempo em que comandou o Planalto, falou do atual presidente Jair Bolsonaro, e daqueles que o sucederam no Alvorada.

Ao falar de Bolsonaro, FHC lembra que na época em que presidiu o Brasil o então deputado era um político irrelevante que só preocupava o Exército. “De longe, tenho a impressão de que ele é uma pessoa… tosca. Na minha época de Presidência, Bolsonaro não tinha importância. Tinha presença apenas na política corporativista, agitando os quartéis. Os militares o viam com preocupação, pois era um capitão rebelde, mas nunca imaginavam que chegaria à Presidência”.

Em trechos da entrevista o Tucano reconhece o poder de retórica de Lula, mas critica o petista dizendo que ele é egocêntrico e que a pauta do PT gira em torno dele. “O Lula sempre foi primeiro eu, depois eu, depois eu, depois o resto. Ele tem qualidades inegáveis de liderança. Recentemente, vi uma entrevista dele na cadeia e me pareceu à vontade. O PT hoje é o “Lula livre”. O encanto que havia anteriormente não existe mais com o processo de poder, a vinculação com a corrupção… Mas, se for posto em liberdade, ele vai agitar, pois tem uma virtude que conta muito no Brasil: sabe falar.

Em resumo sobre os presidentes que o sucederam, FHC só alivia nas palavras para Michel Temer, que segundo ele será lembrado de forma positiva pela história. “O Lula pegou ventos favoráveis, um cenário bem diferente daquele dos meus dois governos, nos quais enfrentei várias crises internacionais. Comparado a Bolsonaro, Lula é um conservador, não quebra instituições. O Bolsonaro quebra. A Dilma Rousseff também não quebrava, mas era incompetente. Na história, o Michel Temer vai ser recuperado no seguinte sentido: ele sabia fazer uma coisa que o Bolsonaro deveria saber fazer também — mexer com o Congresso”.


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