Filho de Bruno Covas responde ao “incompetente e negacionista” Bolsonaro: “fala covarde”

"Não é certo atacar quem não está mais aqui para se defender”, respondeu Tomás Covas, de 15 anos, aos ataques que o presidente fez ao seu pai

Tomás Covas, 15, filho do ex-prefeito Bruno Covas (PSDB-SP), respondeu aos ataques que o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) fez nesta segunda-feira (2) contra seu pai, que morreu em maio, após um longo tratamento contra o câncer.

Veja vídeo: Carlos Bolsonaro usa declaração distorcida de Bruno Covas para rebater filho do ex-prefeito de SP

Segundo ele, o presidente fez “uma fala covarde” ao atacar quem não pode mais se defender.

“Lamento a fala dita hoje pelo incompetente e negacionista presidente Bolsonaro. Em uma fala covarde hoje durante a tarde, ele atacou quem não está mais aqui conosco, não dando o direito de resposta ao meu pai. Além disso, cumprimos com todos os protocolos no estádio do Maracanã, utilizando a máscara e sentando apenas nas cadeiras permitidas”, afirmou ele em mensagem enviada à coluna de Mônica Bergamo.

“Uma tristeza as agressões vazias do presidente contra meu pai. Não é certo atacar quem não está mais aqui para se defender. Meu pai sempre foi um homem sério e fez questão de me levar ao Maracanã no fim da sua vida para curtirmos seus últimos momentos juntos. Isso é amor! Bolsonaro nunca entenderá esse sentimento”, completou.

Numa de suas sessões diárias de papo-furado com seguidores que vão ao Palácio da Alvorada para ovacioná-lo no cercadinho localizado na portaria da residência presidencial, Jair Bolsonaro mais uma vez mostrou que seu palavrório não encontra limites quando a intenção é atacar e ofender opositores.

Após lançar impropérios contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, que é também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro, que a todo custo tenta dar sobrevida à sua pauta em defesa do voto impresso, resolveu criticar a ida do prefeito falecido de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), com o filho Tomás, à final da Taça Libertadores da América, em janeiro deste ano.

“O outro que morreu, fecha São Paulo e vai assistir Palmeiras e Santos no Maracanã… Esse é o exemplo”, falou o chefe do Executivo federal aos fãs.

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O político paulista já estava muito doente à época, por conta dos casos de metástase de seu câncer na cárdia, e revelou em entrevista, assim como fez seu filho, de apenas 15 anos, que esse era seu último desejo antes de morrer.

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Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.

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