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06 de novembro de 2019, 11h12

Filho de R.R. Soares pode assumir Secretaria de Cultura de Bolsonaro

O presidente exonerou nesta quarta-feira (6) o economista Ricardo Braga, que ficou na pasta por apenas dois meses

Reprodução

Depois de exonerar nesta quarta-feira (6) o economista Ricardo Braga da Secretaria Especial de Cultura, subpasta do Ministério da Cidadania, alguns nomes já aparecem como favoritos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para o cargo. Um deles, conforme divulgou a Crusoé, é o ex-deputado federal Marcos Soares (DEM-RJ), filho do pastor Romildo Ribeiro Soares, o R.R. Soares, líder da Igreja Internacional da Graça de Deus.

Ainda segundo a matéria, se Marcos Soares não assumir, quem ganha o posto é seu irmão, André Soares. Sobre seu mandato como deputado federal, Marcos possui apenas uma proposição em seu nome no âmbito da Cultura, propondo alteração em artigos da Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre direitos autorais, para proibir a cobrança de direitos autorais quando o autor e o intérprete ou executante são a mesma pessoa.

Como deputado, Marcos participou de frentes parlamentares como a Evangélica, de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Uma de suas bandeiras foi a “defesa da família e da vida, apoiando ações que visem minimizar a desestruturação familiar bem como ampliar a difusão dos valores cristãos”, conforme consta em sua página oficial no Facebook.

A família de R.R. Soares possui relação próxima com a do presidente Jair Bolsonaro. Em junho deste ano, Bolsonaro concedeu passaporte diplomático ao missionário e sua esposa, Maria Magdalena Bezerra Ribeiro Soares. Segundo o ato, o Itamaraty liberou o documento, com validade de 3 anos cada, “por entender que, ao portar passaporte diplomático, seu titular poderá desempenhar de maneira mais eficiente suas atividades em prol das comunidades brasileiras no exterior”.

O economista Ricardo Braga deixa a área de cultura do governo Bolsonaro para assumir a Secretaria de Regulação e Supervisão do Ensino Superior, órgão do Ministério da Educação que aprova o credenciamento de novas faculdades e a abertura de cursos na rede particular. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União nesta quarta. Ainda, a nomeação de Braga no início de setembro foi criticada pelo setor por sua falta de experiência na cultura, o que pode novamente acontecer caso Marcos Soares assuma o cargo.


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