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23 de abril de 2019, 06h47

Fim da censura a dados da reforma da Previdência afetaria “inclusive mercados”, diz governo Bolsonaro

Sob o comando de Paulo Guedes, o ministério da Economia negou nove vezes o acesso aos documentos que servem de base à proposta, que pode ir à votação nesta terça-feira (23) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A oposição já se mobiliza para bloquear a votação até que a censura aos dados seja revista

Foto: Montagem/Divulgação)

Reportagem de Carlos Madeiro, no portal Uol nesta segunda-feira (22), informa que a censura do governo Jair Bolsonaro (PSL) aos documentos e dados que embasam a proposta da reforma da Previdência se deu para que a divulgação não “afete os mercados” nem “a tramitação no Legislativo”.

“Registra-se que se trata de matéria com alta sensibilidade política e econômica, na qual a divulgação prematura ou assimétrica de informações pode afetar inclusive os mercados. Portanto, entende-se que neste momento os documentos devem ser mantidos como de acesso restrito”, diz a negativa, assinada pela coordenadora-geral de Assuntos Previdenciários da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), Thaísa Juliana Sousa Ribeiro.

Sob o comando de Paulo Guedes, o ministério da Economia negou nove vezes o acesso aos documentos que servem de base à proposta, que pode ir à votação nesta terça-feira (23) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A oposição já se mobiliza para bloquear a votação até que a censura aos dados seja revista.


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