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13 de dezembro de 2019, 08h19

“Fiz campanha para o Bolsonaro e me arrependi depois”, diz hacker de Araraquara à revista Veja

Walter Delgatti, o "Vermelho", disse que invadiu contas do Telegram de Bolsonaro e dos filhos, Carlos e Eduardo, que segundo ele comprovam ações para impulsionar mensagens de WhatsApp durante a campanha presidencial

O "hacker" Walter Delgatti e Bolsonaro (Montagem)

Em entrevista à revista Veja, divulgada no site nesta sexta-feira (13), Walter Delgatti Neto, o “Vermelho”, preso em Araraquara (SP) como responsável pelas gravações reveladas pelo site The Intercept na série de reportagens da Vaza Jato, diz que fez campanha para Jair Bolsonaro, mas se arrependeu depois.

“Fiz campanha para o Bolsonaro e me arrependi depois”, disse Delgatti em entrevista no dia 6 no Fórum Professor Júlio Mirabete, onde funciona o Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

O hacker disse que, entre as mais de 80 autoridades que teria invadido as contas do Telegram, estão duas contas de Bolsonaro e dos filhos, Carlos, Eduardo e Flávio. No caso de Bolsonaro não há registros, segundo o hacker, por que ele não usava o Telegram.

Delgatti diz ter usado um print das telas com conversas de Carlos e Eduardo para convencer a deputada Manuela D’Ávilla que havia colhido provas de ações para impulsionar mensagens de WhatsApp em favor de Bolsonaro durante a campanha presidencial. “Eu procurei a deputada porque sabia que ela era contra a Lava-Jato devido à ideologia”, afirmou.

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