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02 de abril de 2019, 09h31

Flamengo apanha nas redes ao negar homenagem a Stuart Angel

Stuart Angel foi remador rubro-negro, preso e assassinado durante a ditadura militar, em 1971

Stuart Angel. Foto: Arquivo

O Clube de Regatas Flamengo recebeu uma saraivada de críticas na internet após emitir nota, nesta segunda-feira (1), onde negou a autoria da homenagem a Stuart Angel, ex-remador rubro-negro que foi preso e assassinado durante a ditadura militar, em 1971.

No domingo, dia em que o golpe militar completou 55 anos, torcedores do clube fizeram ato em memória a Stuart Angel na sede de remo do Flamengo, no bairro carioca da Lagoa.

O colunista Ancelmo Gois, de “O Globo”, publicou na segunda que o Rubro-Negro prestou homenagem e estampou o nome do ex-remador em camisa do clube.

A nota do clube da Gávea negou a homenagem:

“Em relação à nota publicada nesta segunda-feira na coluna Ancelmo Gois – do jornal O Globo – o Clube de Regatas do Flamengo esclarece que, por ser uma verdadeira Nação, formada por mais de 42 milhões de torcedores das mais diversas crenças e opiniões, não se posiciona sobre assuntos políticos.

A homenagem citada na nota foi realizada diretamente por um grupo de sócios e torcedores do Clube, sem nenhuma participação da instituição – algo que, inclusive, é estatutariamente vedado.”

Logo após a nota ser publicada, diversos torcedores do Flamengo se manifestaram, lamentando a postura do clube que, ao contrário de vários outros, como Bahia, Corinthians e Vasco fizeram, posts no domingo a favor da democracia.

Veja a repercussão da nota abaixo:

Stuart Angel

Stuart era filho da figurinista e estilista Zuleika Angel Jones, conhecida como Zuzu Angel, e do americano Norman Jones. No fim dos anos 1960 e início dos 1970, se integrou ao grupo MR-8, que fazia a luta armada contra o regime militar. Foi preso, torturado e morto por membros do Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (Cisa) em 14 de junho de 1971, aos 25 anos. Mesmo fim teve sua mulher, a também militante e guerrilheira Sônia Morais Jones, morta dois anos depois e igualmente dada como desaparecida.

Durante anos, Zuzu lutou para esclarecer o caso, mas morreu sem saber o paradeiro do filho.

Com informações do Globo


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