Fórumcast #20
22 de janeiro de 2019, 11h42

Flávio Bolsonaro foi o único deputado que votou contra conceder medalha Tiradentes a Marielle Franco

Nos anos de 2003 e 2004, o filho de Jair Bolsonaro (PSL) propôs homenagens ao ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega e ao major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, presos na manhã desta terça-feira (22), suspeitos de integrar o Escritório do Crime, um grupo de extermínio que estaria envolvido no assassinato da vereadora do PSol.

Após homenagear os dois principais suspeitos de comandarem uma milícia que estaria envolvida no assassinato de Marielle Franco, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) foi o único a votar contra a proposta de Marcelo Freixo (PSol) de conceder a medalha Tiradentes em homenagem à vereadora, de acordo com registros da própria Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) – acesse aqui.

A proposta foi votada no dia 13 de abril do ano passado e aprovada com única observação: “com voto contrário do Deputado Flavio Bolsonaro”.

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Nos anos de 2003 e 2004, o filho de Jair Bolsonaro (PSL) propôs homenagens ao ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega e ao major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, presos na manhã desta terça-feira (22), suspeitos de integrar o Escritório do Crime, um grupo de extermínio que estaria envolvido no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL). O grupo é considerada a mais letal e secreta falange de pistoleiros da cidade, que agia no Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio da Janeiro.

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Medalha Tiradentes
O pai e a irmã de Marielle, Antônio Francisco da Silva e Anielle Franco, receberam a Medalha Tiradentes e o Diploma Post-Mortem das mãos do deputado Marcelo Freixo (PSol), com quem Marielle trabalhou por 10 anos, no dia 10 de dezembro de 2018, quando se comemorou o Dia Internacional dos Direitos Humanos e os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

“Hoje é uma grande homenagem ao amor, porque é isso que a Mari representa. Eu daria tudo para nesse momento estar dividindo isso com ela”, destacou Freixo.

Emocionado, o pai de Marielle disse que a cerimônia mostra o quanto o trabalho da sua filha foi importante para tanta gente. “Essa é mais uma homenagem que a nossa família vai receber, das muitas que nós já temos recebido, o que prova que a atuação de Marielle foi muito marcante, contundente e em defesa dos direitos humanos”, ressaltou.

Ele disse ainda estar confiante nas investigações sobre a morte da filha. “Nós continuamos confiando que teremos em breve essa resposta. Há nove meses, Marielle teve a sua vida ceifada e até hoje não nasceu a resposta que nós queremos ouvir”, disse.

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