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19 de dezembro de 2018, 08h41

Flávio Bolsonaro joga a culpa no ex-motorista que deve depor hoje

Bolsonaro não compareceu à diplomação do filho e chamou “esse jornalismo” de improdutivo

O policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor e motorista do senador eleito, Flávio Bolsonaro, está com depoimento marcado para esta quarta-feira (19) no Ministério Público do Rio de Janeiro. Ao que tudo indica, seus antigos chefes devem mesmo atirá-lo aos crocodilos.

O próprio Flávio, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro e principal pivô da história deu declarações nesta terça-feira, durante a sua diplomação, que apontam para isto:

“Quem tem que dar explicação é o meu ex-assessor, não sou eu. A movimentação atípica é na conta dele”, disse Flávio Bolsonaro.

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O senador eleito se irritou com os repórteres que perguntaram sobre o assunto:

“Deixa eu trabalhar, deixa eu trabalhar. Não tem nada de errado no meu gabinete”, afirmou. O presidente eleito preferiu fugir dos microfones. Ele chegou a ser anunciado na diplomação do herdeiro, mas não apareceu.

De acordo com a coluna de Bernardo Mello Franco, depois de faltar à diplomação do filho, o presidente eleito voltou a reclamar da imprensa. “Eu acho que esse jornalismo não é produtivo”, opinou, em transmissão no Facebook.

Relembre o caso

O motorista, que entrou na mira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) após ser detectada uma movimentação atípica no valor de R$ 1,2 milhão em sua conta entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, não aparece desde a divulgação das denúncias.

Enquanto isso, o caso fica cada vez mais enrolado. As filhas do motorista também apareceram como contratadas do gabinete de Flávio Bolsonaro, sendo que uma delas, Nathalia de Melo Queiroz, chegou a trabalhar no gabinete do patriarca da família, Jair Bolsonaro. Em outra denúncia, consta que enquanto Nathalia assessorou o deputado estadual e senador eleito na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) trabalhava também como recepcionista em uma academia a 14 quilômetros da Alerj e fazia faculdade de Educação Física na Universidade Rio Branco, em Realengo, a 30 quilômetros da casa legislativa.

Além disso, Wellington Romano, outro ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj e um dos funcionários que repassou dinheiro ao motorista, em 1 ano e 4 meses como assessor, passou 248 dias em Portugal recebendo integralmente seu salário de R$5.400.

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