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08 de agosto de 2019, 09h25

Flávio Bolsonaro: MP não pode ser dominado por quem seja “contra o que a gente pensa”

A atual procuradora-geral, Raquel Dodge, encerra seu mandato em 17 de setembro. O presidente já declarou que indicará o substituto até a próxima segunda-feira

Flávio Bolsonaro com o ex-assessor Fabrício Queiroz - Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e alvo de investigações (veja abaixo), afirmou em entrevista ao programa Em Foco, da GloboNews, que o Ministério Público não pode ser dominado por quem seja “contra o que a gente pensa”. A entrevista vai ao ar no próximo dia 14.

A atual procuradora-geral, Raquel Dodge, encerra seu mandato em 17 de setembro. O presidente já declarou que indicará o substituto até a próxima segunda-feira (12).

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“Acho que essa vai ser uma decisão das mais importantes que o presidente vai tomar porque o Ministério Público, como fiscal da lei, pode interferir em diversas áreas que, para nós, são importantes que não sejam dominadas por pessoas que ideologicamente são contra o que a gente pensa”, afirmou Flávio Bolsonaro.

“Eu estou dizendo o seguinte: no meio ambiente, na segurança pública e numa série de outras áreas que a gente sabe – e esse foi o projeto vitorioso nas urnas – que tem que mudar em relação ao que estava no passado. A gente vai ter no Ministério Público pessoas que vão compreender não o resultado da eleição apenas, vão agir dentro da lei, vão agir sem o viés ideológico”, acrescentou o parlamentar.

O indicado por Bolsonaro para substituir Dodge será submetido a uma sabatina no Senado e precisa ter a indicação aprovada para tomar posse. O mandato é de dois anos.

Peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa

Flávio é investigado sob suspeita de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa entre 2007 e 2018, quando exercia o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A investigação foi aberta depois de um relatório do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) apontar movimentação de R$ 1,2 milhão nas contas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Com informações do G1


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