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18 de dezembro de 2019, 20h24

Flávio Bolsonaro vai visitar o pai no Palácio após revelações de corrupção pelo MP

O encontro com o filho investigado não constava na agenda oficial do presidente Jair Bolsonaro

O filho mais velho de Jair Bolsonaro, o deputado estadual, Flávio Bolsonaro, concede entrevista aos jornalistas.

Alvo de mandados de busca e apreensão solicitados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) por investigação sobre esquema de rachadinhas – prática de corrupção que envolve repasses de salários de assessores –, o senador Flavio Bolsonaro (RJ) fez uma visita fora da agenda ao presidente Jair Bolsonaro, seu pai, na tarde desta quarta-feira (18).

Segundo informações de Jussara Oliveira, do jornal O Globo, Flávio chegou ao Alvorada por volta das 17h30. O ex-capitão chegou para o encontro com o filho na residência oficial cerca de vinte minutos depois.

As investigações incomodaram até mesmo aliados do bolsonarismo, como o deputado estadual Arthur MamãeFalei (S. Part – SP). “Queiroz recebeu R$ 2 milhões em depósitos de assessores de Flávio Bolsonaro; Parentes da ex-mulher de Bolsonaro chegaram a sacar R$ 4 milhões da ALERJ. Não acuso antes. Mas isso cheira MUITO mal e me é MUITO estranho”, publicou o parlamentar.

Na manhã desta quarta-feira, o Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriu uma série de mandados de busca e apreensão em endereços de ex-assessores do ex-deputado estadual e atual senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). No relatório do MP obtido pela revista Crusoé, Flávio aparece sendo apontado por crimes de lavagem de dinheiro.

Além disso, Flavio teria recebido repasses do policial militar Diego de Sodré de Castro Ambrósio, investigado por assediar moradores de Copacabana, no Rio de Janeiro, com “serviços de segurança privada”, através de sua esposa Fernanda Antunes Bolsonaro, dois assessores do então deputado estadual e uma loja que Flavio comanda. Foram feitos pagamentos em forma de boletos bancários, transferências e depósitos, que seriam oriundos da chamada “rachadinha”, uma prática ilegal de repasse de salário de assessores – isto é, um esquema de corrupção.

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