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27 de julho de 2019, 11h52

Flávio Dino: “Como o judeu está para o nazismo e imigrantes para Trump, os paraíbas estão para Bolsonaro”

Depois de ser chamado de “o pior dos paraíbas” por Bolsonaro, Flavio Dino afirma que "como o governo é muito fraco acaba ocupando a agenda pública com esse tipo de conflito, perseguição e discriminação"

Flávio Dino, governador do Maranhão (Foto: Agência SECAP)

Como resposta ao comentário preconceituoso de Bolsonaro sobre os “paraíbas”, Flavio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, disse que as declarações polêmicas do presidente são estratégicas para manter a agenda política em conflito, de forma a esconder os verdadeiros resultados do governo. Dino comentou ainda que, a não ser por sua filiação partidária e sua origem nordestina, não enxergava razões para o atrito com o presidente. Sem saber que estava sendo gravado, na sexta-feira (19) Bolsonaro disse ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que “esses governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem nada que ter com esse cara”.

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Em entrevista a Marina Barbosa, divulgada neste sábado (27) pelo Congresso em Foco, Flávio Dino comentou o episódio. “Como o governo é muito fraco, tem poucos resultados a mostrar e não tem uma agenda própria de trabalho, acaba ocupando a agenda pública com esse tipo de conflito, perseguição e discriminação”, declarou. “Procurar um inimigo é funcional para a manutenção do grupo social que apoia o governo. Como o judeu está para o nazismo e os imigrantes estão para Trump, os paraíbas estão para Bolsonaro”.

Dino comentou ainda que não teria problemas em receber o presidente e que vai manter diálogo, mas que quer ver a esquerda unida contra Bolsonaro em 2022. A Frente Parlamentar do Nordeste chegou a protocolar uma representação contra o presidente na Procuradoria-Geral da República por conta do preconceito na fala dos “paraíbas”.

De acordo com o texto, a manifestação racista, que teve como alvo os cidadãos e cidadãs nordestinos, feriu a ética, a moralidade pública, o decoro, o respeito aos direitos humanos, em nome de fins políticos ou ideológicos e representa uma “inequívoca afronta ao tratamento isonômico” que deve ser destinado aos estados.


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