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11 de fevereiro de 2020, 21h54

Folha expõe toda a conversa entre repórter e depoente que a acusou de se insinuar sexualmente

Jornal apresentou farto material para provar que Hans River, ao contrário do que disse na CPMI das Fake News, forneceu à jornalista Patrícia Campos Mello informações sobre o disparo ilegal de mensagens na época das eleições; sobre a acusação de que a repórter teria se insinuado sexualmente, jornal mostrou que foi o depoente quem chamou Patrícia para sair, e ela não foi

Reprodução/Folha de S. Paulo

Em resposta ao depoimento do ex-funcionário da empresa Yacows, Hans River do Rio Nascimento, a parlamentares da CPMI das Fake News no Congresso, o jornal Folha de S. Paulo divulgou, na noite desta terça-feira (11), uma reportagem com farto material que comprovaria que Nascimento mentiu em sua oitiva.

A Yacows, empresa onde trabalhava Hans River, foi apontada em reportagem de Campos Mello de 2018 como envolvida no esquema ilegal de disparo de mensagens para campanhas eleitorais em 2018. Em seu depoimento na CPMI das Fake News, o ex-funcionário, além de acusar a jornalista de se insinuar sexualmente com o intuito de conseguir informações, disse que a matéria foi baseada em mentiras.

O jornal, então, expôs prints de conversas de Whatsapp, documentos e áudios que mostram que, ao contrário do que disse Hans, ele de fato forneceu informações sobre o disparo de mensagens à jornalista.

A matéria apresenta trechos do depoimento de Hans e, para cada um dos trechos, expõe conversas, áudios ou documentos que desmentem o ex-funcionário da Yacows.

Em um dos momentos de seu depoimento, por exemplo, Hans diz que foi procurado pela repórter para falar sobre um livro que estava lançando, e não sobre o esquema de disparo de mensagens em massa.

Mentira. A reportagem procurou Hans pela primeira vez, por mensagem de WhatsApp, para falar sobre o processo trabalhista que ele movia contra a empresa Yacows”, pontuou a Folha, expondo o print da primeira conversa entre Campos Mello e Hans.

Em outro momento, o ex-funcionário diz que a Folha mentiu ao afirmar que ele entregou uma série de documentos sobre o esquema ao jornal. Mais uma vez, o jornal apresentou prints da conversa com as listas de nomes e CPFs usados para o disparo de mensagens e que comprovariam o contrário do que foi dito pelo depoente.

“Hans enviou à Folha dezenas de fotos, vídeos e uma planilha com nomes e CPFs usados pela Yacows para registrar chips de celular e garantir o disparo de lotes de mensagens em benefício de políticos”, pontuou o jornal.

Reprodução/Folha de S. Paulo

Sobre a acusação feita por Hans de que Campos Mello teria se insinuado para ele e o chamado para sair com o intuito de conseguir informações, o jornal apresentou trechos da conversa entre os dois que mostram que, quem chamou a repórter para sair, na verdade, foi ele, e ela sequer aceitou o convite feito.

Mentira. A repórter não se insinuou sexualmente para o entrevistado. Reprodução da conversa mostra Hans convidando a repórter para um show e cobrando uma resposta. Ela não foi ao show e voltou a falar sobre a reportagem”, pontuou a Folha.

Reprodução/Folha de S. Paulo

Na matéria, o jornal destaca ainda que “o Código Penal estipula que fazer afirmação falsa como testemunha em processo judicial ou inquérito é crime, com pena prevista de dois a quatro anos de reclusão, além de multa”.

“Na condição de testemunha, Hans se comprometeu em falar a verdade à comissão. O regimento do Senado diz que a inquirição de testemunhas em CPIs segue o estabelecido na legislação processual penal”, completou o veículo.

Confira a íntegra da reportagem aqui.


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