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07 de novembro de 2019, 13h39

Freixo pra general Heleno: ao invés de monitorar movimentos sociais, faça isso com as milícias do Rio

Veja aqui o vídeo. Freixo falou a maior parte do tempo sobre as ameaças do deputado federal Eduardo Bolsonaro que acenou com a volta do AI-5

Foto: Reprodução

O deputado federal Marcelo Freixo (PsoL-RJ) deu uma aula de democracia ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Augusto Heleno, nesta quarta-feira (6), em audiência pública na Câmara dos Deputados.

Freixo falou a maior parte do tempo sobre as ameaças do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) que acenou com a volta do AI-5. Ele falou também sobre o controle do governo sobre os movimentos sociais. “Se é pra monitorar alguma coisa, general, monitores as milícias do Rio. É muito melhor do que monitorar o movimento indígena. Faz muito mais sentido”, afirmou.

Heleno, por sua vez, garantiu que não há qualquer possibilidade de que sejam adotadas medidas extremas, como “regimes ditatoriais, autoritarismos e exorbitâncias”, pelo atual governo.

“O governo Bolsonaro defende a legalidade e o respeito entre as instituições. Qualquer crise social tem que ser resolvida apenas com o uso dos instrumentos constitucionais”, disse Heleno, que participou a convite de audiência pública na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia.

O ministro vinha sendo publicamente criticado por declaração na qual ele cogitava o retorno do Ato Institucional (AI) 5 – medida da ditadura militar que resultou na cassação de políticos, no fechamento do Congresso e na suspensão de garantias constitucionais. Essa declaração foi dada após o líder do PSL, deputado Eduardo Bolsonaro (SP), ter defendido, durante uma entrevista, a volta do AI-5 em caso de “radicalização da esquerda” no Brasil.

“Se pegarem a reportagem, vão ver que a primeira coisa que eu disse é que qualquer sugestão teria que ser estudada. Em nenhum momento me coloquei a favor do AI-5. O AI-5 foi editado em uma conjuntura totalmente diferente da atual”, reforçou o ministro, questionando a ética do repórter do jornal O Estado de S. Paulo que divulgou a declaração.

“Ele me abordou quando eu estava chegando de uma viagem de dez dias, com 12 horas de fuso. Sem me dizer que estava gravando, me perguntou sobre a fala do Bolsonaro. Eu não sabia o que ele tinha falado”, desculpou-se.

Com informações da Câmara

 

 


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