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22 de fevereiro de 2019, 11h00

Fronteira Brasil-Venezuela segue fechada; China e Rússia criticam “ajuda humanitária” dos EUA

Na véspera da anunciada "ajuda humanitária", Mourão, que foi voto vencido contra a ação, diz que Brasil não quer Guerra com a Venezuela. China e Rússia dizem que ação proposta pelos EUA vai gerar confrontos na região

Fronteira Brasil/Venezuela em Pacaraima, Roraima (Reprodução)

Na véspera da anunciada entrada da “ajuda humanitária” dos Estados Unidos à Venezuela, os governos da China e da Rússia criticaram nesta sexta-feira (22) a ação e alertaram sobre a possibilidade de uma intervenção militar no país latino-americano, um dos principais campos de produção de petróleo do mundo. Após decreto do presidente eleito, Nicolás Maduro, as fronteiras com o Brasil estão fechadas e militares impedem a entrada de brasileiros no país.

Sem grande efeito, o opositor autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó – que é apoiado pelos EUA e pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) -, pediu a liberação da fronteira com o Brasil, mas não teve sucesso entre os militares, em sua maioria adeptos ao bolivarianismo instalado por Hugo Chávez.

Nesta quinta-feira (21), Bolsonaro enviou aviões militares com medicamentos e alimentos para Boa Vista e Pacaraima, em Roraima, que serão disponibilizados para caminhões de transporte venezuelanos levarem ao país vizinho.

Contrária à operação, a cúpula militar do novo governo defendia a suspensão da operação, em uma tentativa de reconstruir o canal de diálogo do Brasil com a Venezuela, sobretudo com as forças militares do país. O núcleo político, no entanto, convenceu o presidente a mantê-la.

Voto vencido, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, disse em entrevista à BBC Brasil que “da nossa parte nós jamais entraremos em uma situação bélica com a Venezuela, a não ser que sejamos atacados” “Aí é diferente, mas eu acho que o Maduro não é tão louco a esse ponto, né?”.

China e Rússia
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, disse que uma caravana norte-americana de ajuda humanitária para a Venezuela pode provocar confrontos e forçar a queda de Maduro.

Falando em uma coletiva de imprensa, o porta-voz da chancelaria chinesa, Geng Shuang, disse que o governo venezuelano “manteve a calma e mostrou comedimento”, evitando confrontos de larga escala.

“Se o chamado material de ajuda for imposto à Venezuela, e depois causar violência e confrontos, isso terá consequências graves. Isto é algo que ninguém quer ver”, disse Geng.

“A China se opõe a uma intervenção militar na Venezuela, e se opõe a qualquer ação que cause tensões, ou mesmo agitação”, disse.

Maduro continua sendo apoiado pela Rússia e pela China.

Com informações da Agência Reuters

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