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05 de abril de 2019, 22h17

Frota quer impedir bloqueio de salário para ficar “imune a ofertas nefastas”

O deputado do PSL está sendo acionado na Justiça por ter recebido um cachê para participar da “Festa do Orgulho Gay em Brasília”, em 2006, mas não apareceu

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O ex-ator e deputado federal Alexandre Frota, do PSL de São Paulo, achou uma justificativa no mínimo estranha para tentar evitar que a Justiça em São Paulo e em Brasília bloqueiem seu salário da Câmara.

Os advogados de Frota pleiteiam que seja mantida sua remuneração mensal de R$ 33 mil para que ele fique “imune a qualquer sorte de ofertas e expedientes nefastos que guarnecem o ambiente político”, e “preservar o mínimo de segurança, lisura e estabilidade institucional”.

O curioso é que Frota e os advogados não especificaram quais seriam essas ofertas e esses expedientes “nefastos” e por que o deputado precisa ficar “imune” a esses fatores.

Orgulho Gay

Em 2006, a empresária Nice Pereira Faria promoveu a “Festa do Orgulho Gay em Brasília”. O evento teria como estrela Frota, que atuava em filmes pornôs. O atual deputado assinou um contrato com cachê de R$ 2 mil – metade paga logo após a assinatura, metade pouco antes da festa -, fora diárias e passagens de São Paulo.

Ele aceitou fazer, no mínimo, uma hora e meia de show na “Oficina Dancing Bar”, a 15 quilômetros do Congresso Nacional. No entanto, não apareceu. A empresária se irritou e reclamou à Justiça danos materiais e morais e agora o parlamentar do partido de Bolsonaro pode ficar sem salário.

Com informações da coluna de Guilherme Amado na Época


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