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18 de julho de 2019, 21h15

Fundador do “Escola sem Partido” lamenta fim do projeto e se diz decepcionado com Bolsonaro

"Desde a transição, não me lembro de ter ouvido falar mais em 'Escola sem Partido'. Por alguma razão, o tema sumiu do radar do presidente", reclamou Miguel Nagib

Foto: Divulgação

O movimento criado para perseguir professores e tentar convencer estudantes a constranger profissionais da educação está chegando ao fim. E pelas lamentações apresentadas por Miguel Nagib, fundador do “Escola sem Partido”, o motivo principal para desistir de suas ações é falta de dinheiro. Ele também reclama de falta de apoio por parte do presidente da República e da classe empresarial.

Em entrevista para o jornal O Globo, ele condiciona a volta da sua iniciativa à obtenção de recursos, sejam eles públicos ou privados. “Quem banca tudo sou eu. Gostaríamos de colaborar com a sociedade, achamos que o projeto é importante. Há várias iniciativas que têm apoio de empresários e achamos que a nossa é uma causa de interesse público”, afirmou Nagib.

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Segundo ele, vários políticos se elegeram no ano passado com o discurso do “Escola sem Partido”, mas depois que conseguiram seus cargos deixaram a pauta de lado. “Desde a transição, não me lembro de ter ouvido falar mais em ‘Escola sem Partido’. Por alguma razão, o tema sumiu do radar do presidente”, reclamou Nagib, nas redes sociais.

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Em um trecho dessa postagem, onde afirma que encerrará as atividades do movimento a partir do dia 1º de agosto, Nagib resume bem a sua atuação para ajudar a eleger candidatos que aproveitaram a onda conservadora para atacar professores e ativistas da educação. “Fiz papel de bobo”.


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