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29 de setembro de 2018, 09h28

Fux suspende decisão de Lewandowski e proíbe Lula de dar entrevistas

O advogado da Folha, Luís Francisco Carvalho Filho, declarou que “a decisão do ministro Fux é o mais grave ato de censura desde o regime militar

Foto: Carlos Humberto/SCO/STF

Luiz Fux, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu na noite desta sexta (28) liminar concedida mais cedo por seu colega Ricardo Lewandowski e proibiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de dar entrevista à Folha e ao jornalista Florestan Fernandes na prisão, bem como a qualquer “meio de comunicação”.

Se a entrevista já tiver sido realizada, sua divulgação está censurada, diz ainda a sentença. A decisão de Fux vai ao plenário para ser ou não referendada.

O advogado da Folha, Luís Francisco Carvalho Filho, declarou que “a decisão do ministro Fux é o mais grave ato de censura desde o regime militar. É uma bofetada na democracia brasileira. Revela uma visão mesquinha da liberdade de expressão”,

“Determino que o requerido Luiz Inácio Lula da Silva se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja a imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público em geral”, escreveu Fux.

“Determino, ainda, caso qualquer entrevista ou declaração já tenha sido realizada por parte do aludido requerido, a proibição da divulgação do seu conteúdo por qualquer forma, sob pena da configuração de crime de desobediência”, completou.

​Fux atendeu a um pedido de suspensão de liminar formulado nesta sexta pelo partido Novo, adversário do PT nas eleições. Na manhã desta sexta-feira (28), Lewandowski havia autorizado que Lula concedesse entrevista na prisão à colunista da Folha Mônica Bergamo e ao jornalista Florestan Fernandes Jr.

Com informações da Folha


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