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25 de dezembro de 2019, 14h33

Gabrielli considera suspensão de aposentadoria como “condenação à morte econômica”

O governo Bolsonaro determinou nesta quarta-feira (25), por meio da CGU, a cassação da aposentadoria do ex-presidente da Petrobras

Foto: Agência Petrobras de Notícias

O ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, comentou nesta quarta-feira (25) sobre a decisão da Controladoria-Geral da União (CGU) do governo Bolsonaro de suspender sua aposentadoria como uma “absurda decisão de perseguição política”. Gabrielli afirma que sua aposentadoria não tem nada a ver com as funções desempenhadas na estatal, mas com o trabalho de mais de 36 anos na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

“Vou recorrer à Justiça contra esta absurda decisão de perseguição política. Minha aposentadoria é resultado de 36 anos e dois meses de vínculo com a UFBa e portanto não tem nada a ver com a Petrobras”, declarou. “A minha aposentadoria da UFBa é minha ÚNICA fonte de renda e portanto está absurda decisão da CGU é a condenação à morte econômica. Vou lutar até o limite pelos meus direitos”, completou.

O ex-presidente da estatal ainda afirmou que não há qualquer indiciamento criminal contra ele que justifique tal medida. “Em relação aos fatos relacionados com a empresa não há qualquer indiciamento criminal e as investigações no âmbito do TCU são ainda investigações sem conclusões”, afirmou.

Diário Oficial

A determinação sobre a cassação da aposentadoria de Gabrielli foi publicada no Diário Oficial da União de terça (24). Conforme o texto, a CGU, com base em parecer de 6 de dezembro, entendeu que o ex-presidente da estatal “cometeu infrações disciplinares à frente do cargo”.

O economista comandou a estatal entre 2005 e 2012, durante as gestões dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Gabrielli é investigado pelo Tribunal de Contas da União em processo que apura superfaturamento de obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.


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