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14 de janeiro de 2020, 14h26

Garotinho diz que mandou recado a Flávio Bolsonaro há um ano: “PT não é o maior inimigo”

"Enviei informações do que iria acontecer com sua família. Traição, ingratidão e uso da polícia para fins políticos. Versões que viraram realidade", diz o ex-governador

Reprodução

Em publicação no Facebook no último sábado (11), o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, escreveu um “aviso ao presidente Jair Bolsonaro” e a seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, sobre uma suposta perseguição de servidores do estado do Rio “com forte apoio empresarial e tentáculos em outros poderes”, e que o PT “não é o maior inimigo”.

“No início do ano passado enviei ao senador Flávio Bolsonaro, através de um emissário de confiança, informações do que iria acontecer com sua família. Traição, ingratidão e uso da polícia para fins políticos. Versões que viraram realidade”, escreveu o ex-governador.

“Seria covardia da minha parte não alertar ao presidente que os mesmos os bandidos que atuaram contra mim estão unidos e com baterias prontas para acabar com sua vida política, pessoal e seu governo”, continuou.

“O PT está longe de ser o inimigo número um do presidente hoje, há grupos articulados que não sossegarão enquanto não lhe tirarem da cadeira. Seu filho foi avisado há um ano”, diz outro trecho.

De acordo com Garotinho, preso cinco vezes com a esposa e também ex-governadora do Rio, Rosinha, ele e sua família sofrem com as mesmas perseguições, parte delas praticadas por membros do Ministério Público do Estado. “Ou Bolsonaro enfrenta agora essa máfia ou será tarde demais”.

Confira o relato completo:

AVISO AO PRESIDENTE BOLSONARO.

Refleti muito antes de escrever essas linhas, minha família já sofreu demais quando a partir de 2007 comecei a denunciar a quadrilha instalada no Estado, não apenas no Governo Estadual, mas com forte apoio empresarial e tentáculos em outros poderes.
Quando protocolei a primeira denuncia a PGR em 2012 fui ignorado, novamente em 2016 protocolei a mesma notícia/crime acrescida de novos nomes e fatos.
Passadas duas semanas, tive minha primeira prisão decretada por um juiz eleitoral de Campos. Depois seguiram outras, sempre por juizes da minha cidade aliados a membros corruptos do MPE e a PF local. Mas as orientações vinham de cima.
No dia seguinte prenderam Sérgio Cabral que está há 3 anos na prisão, já condenado a quase 300 anos.
Antes da segunda denúncia sofri ameaças de toda natureza, inclusive de morte, tudo documentado, sem que nenhuma providência fosse tomada.
Fui tirado do ar em pleno programa, num verdadeiro show de humilhação.
Segui com as investigações, que atigiram parte do Ministério Público do Estado, que teve o ex-procurador Geral Cláudio Lopes, preso.
Mas todos os detalhes dessa história, inclusive como consegui as fotos da guangue dos guardanapos, será contada em meu livro que está praticamente pronto.
Muitas máscaras cairão… Condenei a aliança do PSDB e do PT com o capital financeiro, criando inclusive o termo PETECANOS, fiquei isolado e apanhando muito especialmente da GLOBO.
Essas forças se juntaram… mas isso fica para depois.
O que importa é o que vou dizer agora.
No inicío do ano passado enviei ao senador Flávio Bolsonaro, através de um emissário de confiança, informaçoes do que iria acontecer com sua família.
Traição, ingratidão e uso da polícia para fins políticos. Versões que viraram realidade.
Talvez por não termos nenhuma relação, nem política nem pessoal, não tenha levado a sério as informações dos fatos que hoje ele e sua família vem enfrentando.
Apesar das diferenças de visão do país, sobre caminhos para o Brasil, seria covardia da minha parte não alertar ao presidente que os mesmos os bandidos que atuaram contra mim estão unidos e com baterias prontas para acabar com sua vida política, pessoal e seu governo.
Continuam na máquina estatal. Foram aliados de Cabral e ganharam novos parceiros que estão prontos para a missão.
O PT está longe de ser o inimigo número um do presidente hoje, há grupos articulados que não sossegarão enquanto não lhe tirarem da cadeira.
Seu filho foi avisado há um ano.
Ou Bolsonaro enfrenta agora essa máfia ou será tarde demais.


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