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14 de outubro de 2018, 20h20

General da reserva faz “ameaça” para caso de “mudança nas pesquisas”

"Se, nos próximos dias, houver mudança nas pesquisas, teremos que por as barbas de molho. Será o prenúncio da fraude", postou no Twitter o general Paulo Chagas, aliado de Bolsonaro e candidato ao governo de Brasília no primeiro turno; não é a primeira vez que militar faz ameaças em prol do candidato do PSL e contra o PT

Reprodução/Twitter

O general da reserva Paulo Chagas, que foi candidato ao governo do Distrito Federal no primeiro turno pelo PRP, fez uma postagem no Twitter em tom de ameaça neste sábado (13).

“Se, nos próximos dias, houver mudança nas pesquisas, teremos que por as barbas de molho. Será o prenúncio da fraude. A opinião pública não muda de uma hora para outra, assim como um ateu não se converte ao Catolicismo e, num átimo, se transforma em um papa-hóstias!”, escreveu o general, que é um ferrenho defensor e aliado de Jair Bolsonaro (PSL).

Não é a primeira vez que o militar, que todos os dias dissemina fake news em suas redes sociais contra Fernando Haddad e o PT, faz postagens ameaçadoras. Em maio, às vésperas de uma votação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a liberdade de Lula, Chagas fez uma ameaça velada aos ministros envolvidos no julgamento. “CUIDADO COM A CÓLERA DAS MULTIDÕES! Até o dia 10 de maio, saberemos se Gilmar, Lewandowski e Toffoli tomarão o partido do Brasil ou do crime. Querem boicotar a Lavajato ou fazer justiça?”, escreveu à época.

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Antes, o general já havia feito algo parecido. Em abril, às vésperas do julgamento de um habeas corpus de Lula também no STF, o comandante do Exército, general Villas Bôas, postou: “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais? (…) Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”. Outros militares, então, retuitaram o recado do comandante – entre eles, Paulo Chagas: “Caro comandante, amigo e líder, receba minha respeitosa e emocionada continência. Tenho a espada ao lado, a cela equipada, o cavalo trabalhado e aguardo suas ordens!”, escreveu.


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