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23 de dezembro de 2019, 14h47

General Heleno contradiz Bolsonaro sobre política ambiental: ‘podia ter feito mais’

O ministro do GSI criticou a atuação do governo no âmbito ambiental um dia após o presidente exaltar o ministro Ricardo Salles

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Um dia depois de ir ao ar entrevista em que o presidente Jair Bolsonaro exalta a atuação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o general Augusto Heleno, responsável pelo Gabinete de Segurança Institucional, afirmou que o governo tem a consciência de que deveria ter feito mais pelo meio ambiente. A declaração foi dada em entrevista ao programa Impressões, da TV Brasil, nesta segunda-feira (23).

“O próprio governo reconhece que poderia ter sido mais eficiente na preservação do meio ambiente. Só que o governo foi acusado de um descuido que não é verdadeiro. Nós temos uma região que chama a atenção, que é a Amazônia oriental, onde realmente houve um desmatamento exagerado”, declarou. A conversa vai ao ar nesta segunda às 23h, mas teve alguns trechos antecipados pela Agência Brasil.

Apesar de reconhecer problemas na atuação, Heleno voltou a dizer que há uma “campanha” contra o Brasil. “Sofremos críticas severas, raivosas, de países que pelaram suas reservas e hoje cantam “marra”, que são os grandes preservadores da humanidade. Mentira! Interessa a eles criar essa campanha contra o Brasil para que se aproveitem da Amazônia mais tarde”, disse.

O governo Bolsonaro foi bastante criticado em 2019 devido à sua atuação considerada complacente com relação ao aumento das queimadas e do desmatamento na Floresta Amazônia. Em editorial publicado pelo Estado de S. Paulo nesta segunda-feira, o periódico afirma que “o governo do presidente Jair Bolsonaro não tem política ambiental. Não sabe o que fazer para interromper a destruição da Amazônia e de outros biomas, nem demonstra disposição genuína de fazê-lo”.

Quarteto fantástico

O presidente Jair Bolsonaro parece ter um entendimento diferente. Segundo ele, a questão ambiental deve ser vista de uma perspectiva comercial e a gestão de Ricardo Salles cumpre com seu papel. O ex-capitão colocou o questionado ministro entre os quatro que compõem o “pelotão de frente” do seu governo. “A questão ambiental, do Ricardo Salles, é uma briga comercial. O pessoal precisa entender que é o comércio que está em jogo, o comércio no mundo”, disse.

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