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31 de outubro de 2019, 17h34

General Heleno defende Eduardo Bolsonaro sobre AI-5: “Tem de estudar como vai fazer”

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional disse que “se houver uma coisa no padrão do Chile, é lógico que tem de fazer alguma coisa para conter”

General Heleno - Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Apesar da péssima repercussão das declarações de Eduardo Bolsonaro, ventilando a possibilidade da instalação de “um novo AI-5”, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, não descarta a hipótese.

Em entrevista a Mateus Vargas, para O Estado de S. Paulo, o militar disse: “Não ouvi ele (Eduardo Bolsonaro) falar isso. Se falou, tem de estudar como vai fazer, como vai conduzir. Acho que, se houver uma coisa no padrão do Chile, é lógico que tem de fazer alguma coisa para conter. Mas até chegar a esse ponto tem um caminho longo”.

O militar argumentou também que “essas coisas, num regime democrático, são complicadas. Tem de passar em um monte de lugares. Não é assim. O projeto do Moro, fundamental para conter crime, não passa. Fazem de tudo para não passar. O pessoal não quer, não quer nada que possa organizar o país. Não quer dizer que isso vai organizar o país. Mas isso aí não é assim, vou fazer e faz. Então, não tenho o que falar”.

Saiba o que foi o AI-5

Ataque à imprensa

Em seguida, disse que não presenciou os movimentos do Chile e atacou a mídia. “O que a imprensa noticia normalmente não é a verdade. Isso a gente já se acostumou no Brasil. A imprensa não está acostumada a falar a verdade. Ela torce para o lado que ela quer. Notícia de jornal, televisão, é toda manipulada. A favor ou contra ao que interessa aquele canal. Até os sites de redes sociais são manipulados. Teria de ter uma informação mais segura”.

Heleno continuou a desqualificar a imprensa. “Estou fora há dez dias. Não tenho ainda informações seguras sobre o que houve no Chile. A imprensa hoje eu falo com muito receio que é tudo com segundas intenções, como uma coisa já pensada. O telefonema (do repórter do Estadão) já foi sobre algo que você quer uma resposta, eu sei qual a resposta que você quer, não vou te dar essa resposta. Pode escrever o que você quiser. Vocês estão tão desacreditados que pode escrever o que você quiser”, afirmou.

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