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13 de junho de 2019, 09h01

Gilmar Mendes diz que Moro era chefe da Lava-Jato: “Dallagnol, está provado, é um bobinho”

“Eu acho, por exemplo, que, na condenação do Lula, eles anularam a condenação”, disse ainda Mendes

Gilmar Mendes (Divulação/STF)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse em entrevista à revista Época, publicada nesta quinta-feira (13), que as mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil no domingo (9) mostram que “o chefe da Lava-Jato não era ninguém mais, ninguém menos do que Moro.

O Dallagnol, está provado, é um bobinho. É um bobinho. Quem operava a Lava-Jato era o Moro”, disse Mendes, em entrevista à ÉPOCA.

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O ministro identifica implicações diretas das revelações para o desenrolar da operação. “Eu acho, por exemplo, que, na condenação do Lula, eles anularam a condenação”, analisou Mendes, referindo-se aos trechos das conversas que sugerem uma colaboração entre Moro e Dallagnol.

Mendes apontou ainda a prática de um crime nas conversas vazadas. “Um diz que, para levar uma pessoa para depor, eles iriam simular uma denúncia anônima. Aí o Moro diz: ‘Formaliza isso’. Isso é crime”, avaliou Mendes, referindo-se a um trecho das mensagens em que Dallagnol escreveu que faria uma intimação oficial com base em notícia apócrifa, diante da negativa de uma fonte do MPF de falar. E Moro respondeu que seria “melhor formalizar”.

“Simular uma denúncia não é só uma falta ética, isso é crime.” Mendes ressalta não ser contra o combate à corrupção, mas sim contra o que ele chamou de “modelo de Curitiba”.

 


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