Gilmar Mendes: "Se esses diálogos não existiram, os hackers merecem o Nobel de Literatura"

O ministro do STF comparou os hackers de Araraquara com os escritor Gabriel Garcia Márquez ao criticar os diálogos de Deltan Dallagnol, Sérgio Moro e outros procuradores da Lava Jato

Gilmar Mendes (Foto: STF)Créditos: STF
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Além das duras críticas feitas ao ex-juiz Sérgio Moro e aos procuradores da Operação Lava Jato do Ministério Público Federal de Curitiba, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda ironizou durante sessão da Corte as alegações de que os diálogos presentes na Operação Spoofing não seriam verdadeiros.

"Se esses diálogos não existiram, os hackers de Araraquara são uns notáveis ficcionistas. Eles escreveram tudo isso!? Vejam o tamanho constrangimento", ironizou.

"Ou nós estamos diante de uma obra ficcional fantástica que merece o Prêmio Nobel de literatura, ou estamos diante do maior escândalo judicial da história da humanidade", declarou. "Ou estamos diante de uma obra ficcional das mais notáveis e esses hackers de Araraquara seriam um novo Gabriel Garcia Márquez, ou estamos diante de fatos de uma gravidade cuja análise eu me abstenho de fazer agora", completou.

Ao finalizar a análise que fez em cerca de 40 minutos sobre as conversas, o ministro concluiu: "Essa análise não-exaustiva e ainda muito preliminar dos diálogos sugere a ocorrência de graves vícios em investigações e ações penais que podem ter afetado o direito de defesa do paciente e de outros pacientes. Por isso, é de rigor o reconhecimento do direito de acesso".

Durante sessão, a Segunda Turma do tribunal negou por 4x1 uma petição apresentada pelos procuradores da Lava Jato contra decisão do ministro Ricardo Lewandowski que permitiu o acesso do material ao ex-presidente.

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