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07 de fevereiro de 2020, 19h39

Gleisi cobra que Huck apoie taxação de grandes fortunas

O bloco da oposição apresentou a Reforma Tributária “justa, solidária e sustentável” em outubro do ano passado em contraponto à agenda de Paulo Guedes

Foto: Lula Marques/PT na Câmara

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidenta nacional do PT, usou as redes sociais nesta sexta-feira (7) para cobrar que o apresentador Luciano Huck, pré-candidato à presidência em 2022, se posicione contra a reforma tributária apresentada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e adira à proposta feita pela oposição.

“Huck volta a falar em desigualdade numa estratégia de avançar numa pauta que sempre foi avessa aos neoliberais. Já que reconhece que milionários pagam menos impostos e os mais pobres têm uma carga pesada, podia apoiar a reforma tributária justa, inclusiva e solidária da oposição”, afirmou Gleisi.

O comentário foi feito após o presidenciável defender, em artigo, uma “ampla coalizão política para conter desigualdade”. “O país precisa de uma ampla coalizão política para conter a desigualdade, tomando emprestadas as melhores ideias da esquerda e da direita. Pureza ideológica e políticas desinformadas não resolverão os problemas mais prementes do Brasil”, disse.

Reforma Tributária “justa, solidária e sustentável” foi apresentada por PT, PSOL, PCdoB, PDT, PSB e Rede em outubro do ano passado como uma forma de contrapor a agenda de Guedes. No projeto aparece a taxação de grandes fortunas, lucros, dividendos, artigos de luxo e heranças como forma de reequilibrar as contas. Além disso, são acrescidas novas faixas no Imposto de Renda.

“Desde a promulgação da Constituição de 1988, nenhuma mudança substantiva foi efetuada. O momento é propicio, e a nossa proposta embasa-se em trabalhos técnicos feitos por amplos segmentos – de auditores fiscais a secretários estaduais de Fazenda, governadores e prefeitos”, declarou o vice-líder da Minoria, Afonso Florence (PT-BA), na ocasião.

Segundo ele, o desafio “é superar a realidade da legislação tributária nacional, marcada pela regressividade e concentração de receitas no governo central”.


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