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03 de novembro de 2019, 12h24

Glenn Greenwald: se Dilma foi por “pedaladas”, imagina Bolsonaro por “subtrair evidências em uma investigação de assassinato”

O recado é para aqueles que acham que a atitude de Bolsoaro não justifica impeachment

Foto: Wikipedia

O diretor do The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, lembrou, neste domingo (3), em sua conta do Twitter que “removeram Dilma por *pedaladas* (o que ela não fez)”, segundo ele.

O jornalista destaca que o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) subtraiu “evidências em uma investigação de assassinato”. O recado é para aqueles que acham que isso não justifica impeachment.

“Para aqueles que acham que Bolsonaro subtrair evidências em uma investigação de assassinato não justifica impeachment, deixem-me lembrar que 1) eles removeram Dilma por *pedaladas* (o que ela não fez) e 2) foi a maior fraude: *liderada por Temer, Cunha e Aécio.* Lembre-se disso?”

Bolsonaro afirmou, neste sábado (2), para jornalistas, que pegou a gravação das ligações da portaria do Condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, onde tem uma casa, para que não fossem adulteradas.

“Nós pegamos, antes que fosse adulterada, ou tentasse adulterar, pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano. A voz não é a minha”, declarou Bolsonaro.

De acordo com matéria publicada na Fórum neste sábado, um grupo de juristas divulgou uma nota em que alerta para a gravidade da ação do presidente Jair Bolsonaro, que declarou ter confiscado provas sobre a investigação dos homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Na análise dos advogados, trata-se de reconhecimento de crime.

Até o youtuber Felipe Neto se manifestou sobre o assunto, neste sábado. Na avaliação do influenciador digital, “oficialmente o Brasil acabou”.


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