Glenn ironiza bajulação de Moro e Carla Zambelli a Bolsonaro: #NovaPolítica

Glenn escreveu que Zambelli tem "mentalidade de um membro do culto" e que Moro não tem "espinha nem dignidade" por celebrarem a nomeação do novo PGR

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O jornalista Glenn Greenwald, fundador do The Intercept Brasil, ironizou em seu Twitter nesta sexta-feira (6) as publicações da deputada federal Carla Zambelli (PSL) e do ministro da Justiça, Sergio Moro, bajulando o presidente Jair Bolsonaro (PSL) pela nomeação do novo PGR. Glenn escreveu que Zambelli tem “mentalidade de um membro do culto” e que Moro não tem “espinha nem dignidade”.

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Tanto a deputada quanto o ministro estavam parabenizando a escolha de Bolsonaro pelo novo procurador-geral da República, Augusto Aras. Anteriormente, em outro tuíte, Zambelli havia criticado a possibilidade de Aras ocupar o cargo, dizendo que ele possuía características de “ingenuidade e safadeza”. No entanto, com a indicação oficial, a deputada mudou de ideia e disse que o procurador fará “um grande trabalho”.

Já com relação ao ex-juiz Sergio Moro, as críticas de Glenn vão ao encontro do que a jornalista Amanda Audi, também do Intecept, compartilhou nas redes, dizendo que Moro já se aliou ao Ministério Público Federal (MPF) na ocasião da Lava Jato, mas agora celebra uma indicação de PGR que não tem diálogo com a categoria e que se afasta do cerne principal do Ministério, “a defesa pelos direitos da sociedade”, escreveu Audi.

“Se Jair Bolsonaro amanhã denunciasse Moro e a família dele com palavras mais insultuosas possíveis, Moro publicaria um tweet elogiando e agradecendo Bolsonaro”, disse Glenn. “Alguma vez houve uma figura política que se revelou tão rapidamente sem espinha e sem dignidade?”, cutucou.

O jornalista também compartilhou notícias que representam a fragilização de Moro perante o presidente Jair Bolsonaro e que evidenciam sua “perda de dignidade” no cargo. Em uma dessas notícias, do Antagonista, há a menção de temas que Moro, MPF e juizes levantaram contra a Lei de Abuso de Autoridade, mas que Bolsonaro contrariou às expectativas e decidiu manter.

“É como se Bolsonaro estivesse conduzindo um novo experimento psicológico sádico no Moro para determinar quanta dignidade uma pessoa está disposta a sacrificar para se apegar ao seu cargo público”, completou o jornalista.

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Direto da Redação da Revista Fórum.

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