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29 de setembro de 2019, 11h23

Globo do RN é investigada por compra de votos em eleição

Operações financeiras de R$ 5 milhões envolvem a afiliada da rede no estado e o ex-candidato ao governo pelo MDB, Henrique Eduardo Alves

Henrique Eduardo Alves - Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O ex-candidato a governador do Rio Grande do Norte pelo MDB, Henrique Eduardo Alves, e a TV Globo estadual são alvos principais de investigação da Polícia Federal (PF).

Uma série de operações financeiras de R$ 5 milhões, firmadas de agosto a outubro de 2014, entre a Intertv Cabugi, afiliada da Rede Globo, e Alves, sócio da empresa, consta em relatório da PF como transação com objetivo de compra de votos de lideranças partidárias, de acordo com informações de Dinarte Assunção, do Blog do Dina.

Os dados estão no inquérito derivado da Operação Lavat e tramitam sob sigilo, em investigação que tem a Justiça Eleitoral na supervisão. O caso está para ser concluído, com encaminhamentos para o Ministério Público Federal (MPF) e denúncia.

As operações financeiras ocorreram em 8 e 19 de agosto, 24 e 26 de setembro e 16 de outubro de 2014. Cada uma no valor de R$ 1 milhão, depositados na conta pessoal de Henrique Alves.

No mesmo período, há saídas da conta no valor de R$ 5,2 milhões.

Defesa

A defesa do ex-deputado federal enviou ao Blog do Dina nota, assinada pelo advogado Marcelo Leal, tentando se jusitificar.

Veja a íntegra da nota:

Trata-se de fato antigo e já respondido pela defesa. O ex-Deputado Federal Henrique Eduardo Alves detém 20,5% da Televisão CABUGI Ltda. desde agosto de 1995, parte herdada dos seus pais e o complemento adquirido dos seus irmãos e primos.

Ao longo dos últimos anos, não tendo a referida empresa disponibilidade contábil para proceder a liberação dos dividendos a que o mesmo fez jus, a sua alta Direção optou por mútuos a serem compensados em momentos futuros.

Neste contexto, e apenas nele, foram liberados mútuos por justo pedido do sócio, sem a TV saber ou ter nenhum conhecimento prévio de seu uso, como não poderia deixar de ser.

Por outro lado, a defesa logo esclarece que o seu cliente não destinou esse montante – que lhe pertence e todo ele está declarado na sua Declaração de Rendas Anual à RFB – à compra de votos nas eleições de 2014.

Não foi este o destino e sim para suprir compromissos eminentemente pessoais, ou seja, de natureza privada. Isto será provado nos autos judiciais no devido tempo.

 

 


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