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26 de setembro de 2019, 06h52

Governador petista do Ceará pede por lei antiterrorismo que pode tornar MST ilegal

Camilo Santana qualifica como terrorismo a onda de ataques feitos por uma facção criminosa no estado e defende uma legislação mais rigorosa. No entanto, lideranças do PT rechaçam o projeto

Camilo Santana - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governador do Ceará Camilo Santana (PT) defendeu nesta quarta-feira (25) uma legislação mais rigorosa contra o terrorismo, contrariando o posicionamento de seu próprio partido sobre o tema. Colocação de Santana veio após uma nova onda de ataques feitos por uma facção criminosa no estado, em razão de mudanças no sistema penitenciário. No entanto, caso seja aprovada tal legislação, é possível que o MST se torne ilegal.

Em entrevista ao UOL, o governador também defendeu que o governo federal atue mais fortemente nas áreas de fronteira. “Todo esse problema da violência no país é devido a um fator: droga, tráfico de droga. Se você for olhar, a responsabilidade de combater o narcotráfico é da União, não é dos estados”, disse.

Santana qualifica como terrorismo os ataques ocorridos no estado e pediu uma punição mais dura a que quem seja flagrado cometendo o crime, o que só seria possível através de uma alteração na legislação. Além de também colocar o governador em embate com o próprio partido. Atualmente, o projeto está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e, logo no início de seu mandato, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) já se mostrou a favor do texto.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) foi uma das vozes do partido a expor o projeto como uma tentativa de criminalizar o MST: “Em cima desse texto, podem prender militantes de movimentos estudantis, movimentos sindicais, estamos criminalizando o MST”, disse.

No sábado (21), começaram ataques a ônibus, carros, caminhões e edificações, que foram incendiados. Eles foram registrados na capital, Fortaleza, e em outras cidades, como Canindé, Quixadá, Quixeramobim, Paracuru e Jucás. As ações teriam sido ordenadas pelo GDE (Guardiões do Estado), facção que rivaliza com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e reclama de mudanças nos regimes nos presídios estaduais.

 

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