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03 de dezembro de 2019, 14h49

Governo Bolsonaro aumenta preço do diesel pela 11ª vez consecutiva desde setembro

Alta de 2% chega às bombas nesta quarta-feira (4) e valor já é superior ao que motivou a paralisação em 2018 dos caminhoneiros, que foram cooptados em parte pelo governo Bolsonaro e agora se dividem sobre a possibilidade de uma nova paralisação

Bolsonaro e a rede de postos da Petrobras (Reprodução)

A Petrobras informou nesta terça-feira (3) que vai aumentar o valor do óleo diesel em 2% a partir de quarta-feira (4). A alta é a 11ª consecutiva consentida pelo governo Jair Bolsonaro desde setembro e o valor do combustível nas bombas já ultrapassa o preço de maio de 2018, quando foi desencadeada a greve dos caminhoneiros.

De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o litro do diesel era comercializado na semana passada por, em média, R$ 3,708.

Em maio do ano passado, quando caminhoneiros pararam o país solicitando a redução dos preços do combustível, o preço do diesel era de R$ 3,59.

Cooptados em parte pelo governo Bolsonaro, o movimento dos caminhoneiros agora se divide sobre a possibilidade de uma nova paralisação.

Líder dos caminhoneiros Marconi França afirma que os motoristas “estão pagando para trabalhar” e classifica como “inevitável’ uma nova greve no momento atual. “Nós vamos cruzar os braços, no mais tardar em 15 de dezembro, por necessidade, não porque queremos”, destaca ele, que garante já contar com o apoio de “muita gente”.

A possibilidade de greve, no entanto, é descartada pelo presidente da Fenacat (Federação Nacional das Associações de Caminhoneiros e Transportadores), Luis Carlos Neves. Ele diz que os rumores a respeito da nova greve são causados por profissionais que “querem palanque”. “Todos que reivindicam uma nova paralisação foram candidatos na eleição passada e nenhum foi eleito.”

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