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15 de fevereiro de 2020, 19h58

Governo Bolsonaro negou 75% dos pedidos de reingresso ao Bolsa Família

Além de não atender reingressos, governo bate recorde na fila de espera do programa, que já acumula um milhão de famílias

Foto: Arquivo

Além de ser responsável pelo retorno da fila de espera no Bolsa Família, o governo de Jair Bolsonaro foi protagonista de uma queda de 74,5% no número de reingressos ao programa social. O levantamento mostra que, de junho a dezembro do ano passado, não houve qualquer reinclusão.

Dentre os motivos que fazem as famílias retornarem ao programa, estão a perda de renda na família ou saída causada por algum problema no cadastro. Segundo levantamento do UOL, em 2018, 1,08 milhão de pessoas retornaram ao Bolsa Família. No primeiro ano de governo Bolsonaro, este número foi de apenas 276 mil.

Além de não atender reingressos, Bolsonaro também ignora novas pessoas que desejam o benefício: a fila de espera do programa, segundo fontes do governo, já chega a um milhão de famílias. A situação do programa neste ano, no entanto, não deve ser diferente.

Onyx Lorenzoni, novo ministro da Cidadania, afirmou nesta sexta-feira (14) em entrevista à Rádio Gaúcha que o Bolsa Família, projeto de sucesso dos governos petistas, terá “larga porta de saída”. Onyx foi substituído pelo general Walter Braga Netto na Casa Civil.

“Vamos fazer do Bolsa Família um sistema e uma importante ferramenta de construção de cidadania, mas vai ter larga porta de entrada e mais larga porta de saída”, disse Lorenzoni após dizer que o programa tem origem liberal.


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