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08 de setembro de 2019, 17h24

Guedes citou Argentina para convencer Bolsonaro sobre teto de gastos

A conversa se iniciou quando o presidente comentou com o ministro que toda a a Esplanada estava reclamando do corte de verbas e perguntou a ele qual seria o plano

Paulo Guedes e Bolsonaro. (Reprodução)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, usou a crise econômica na Argentina como argumento para se posicionar contra a revisão do teto de gastos, em conversas com o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Guedes disse que a medida aliviaria o caixa no curto prazo, mas que, no fim do mandato, entregaria a Bolsonaro “uma Argentina”.

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A conversa se iniciou quando o presidente comentou com o ministro que toda a Esplanada estava reclamando do corte de verbas e perguntou a ele qual seria o plano. Como resposta, o ministro disse que a arrecadação estava melhorando, que havia como fechar as contas e aproveitou para detonar qualquer mudança no teto. Aliados afirmaram que Bolsonaro concordou com Guedes e encerrou dizendo que estava com o ministro.

Referência à Argentina vem justo no momento em que, assolada com a crise de Macri, a oposição ameaça voltar ao poder nas próximas eleições. A chapa progressista encabeçada por Alberto Fernandez, com Cristina Kirchner na vice-presidência, derrotou o grupo conservador de direita liderado pelo atual mandatário, Mauricio Macri – apoiado por Jair Bolsonaro. Na primeira parcial, com 58,7% das urnas apuradas, Fernandez/Kirchner obtiverem 47,01% dos votos, contra 32,66% do presidente, que tenta a reeleição.

De olho na possível vitória da chapa, o Fundo Monetário Internacional (FMI) se reuniu no final de agosto com representantes da dupla peronista para conversar sobre um cenário que cada vez parece mais consolidado: a vitória de Alberto nas eleições de outubro. O candidato já disse que pretende rever o acordo do atual governo com o FMI, que prevê uma série de reformas estruturais anti-populares.


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