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18 de agosto de 2019, 15h50

Guedes estudou em Chicago com a bolsa CNPq que o governo está cortando

O economista recebeu US$ 2.330 por mês (R$ 8.756,61, na cotação atual) da bolsa de estudos do CNPq, além de outros recursos da própria Universidade de Chicago e da FGV-Rio

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Hoje defensor do Estado mínimo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, teve seus quatro anos de estudo parcialmente financiados por verbas do governo federal brasileiro. O economista estudou de 1974 a 1978 na caríssima Universidade de Chicago, instituição referência do pensamento econômico liberal, com a mesma bolsa do CNPq que o governo agora está cortando.

O carioca chegou a Chicago aos 25 anos, já com um mestrado em economia na Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio). Ao longo de dois anos, de acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, o economista recebeu US$ 2.330 por mês (R$ 8.756,61, na cotação atual), como parte de uma bolsa de estudos do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Ele também recebeu verbas de uma bolsa da Universidade de Chicago e da FGV-Rio.

A trajetória acadêmica do ministro entra em contradição com o que o governo de Jair Bolsonaro tem realizado. Ainda sem resposta do governo federal a respeito da abertura de crédito suplementar para cobrir o déficit do orçamento de 2019, o CNPq anunciou que suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa deste ano.

“O CNPq informa a suspensão de indicações de bolsistas, uma vez que recebemos indicações de que não haverá recomposição integral do orçamento de 2019. Dessa forma, estamos tomando as medidas necessárias para minimizar as consequências desta restrição”, diz nota do conselho.

A recomposição se refere ao crédito suplementar de R$ 330 milhões. Quem abre o crédito é o Ministério da Economia, porém, até agora a pasta comandada por Paulo Guedes não assegurou a liberação dos recursos.


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