domingo, 20 set 2020
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Haddad chama Olavo de Carvalho de “lixo humano”: “você e seu mito estão a milhas do meu calcanhar!”

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, reagiu de maneira virulenta a um tuíte do guru do presidente Jair Bolsonaro, o escritor Olavo de Carvalho, que postou matéria antiga do Globo, nesta terça-feira (2), onde o ex-prefeito teria virado réu por corrupção e lavagem de dinheiro.

“Esta já foi arquivada, lixo humano! Você e seu mito estão a milhas do meu calcanhar!”

Relembre o caso

O processo a que se refere Olavo de Carvalho, conforme explica Haddad, foi de fato arquivado e o ex-prefeito inocentado.

A denúncia do Ministério Público do Estado apontou que o empreiteiro Ricardo Pessoa, delator da Operação Lava Jato, teria pago com valores de caixa 2, dívidas de campanha do ex-prefeito com gráficas em troca de futuros benefícios para sua empresa, a UTC Engenharia.

A ação havia sido aberta em 19 de novembro pelo juiz Leonardo Valente Barreiros, da 5ª Vara Criminal da Capital, que acolheu parcialmente denúncia da Promotoria. O magistrado rejeitou parte da acusação que imputava ao ex-prefeito o crime de quadrilha.

Segundo o voto do relator, desembargador Vico Mañas, a denúncia não esclarece qual a vantagem pretendida pelo empreiteiro, uma vez que os interesses da UTC foram contrariados pela gestão municipal, que chegou a cancelar um contrato já assinado com a empresa para a construção de um túnel na Avenida Roberto Marinho.

O representante do Ministério Público junto ao Tribunal, Mauricio Ribeiro Lopes, concordou também com a tese da defesa, destacando que a acusação falhou na descrição do crime e que não foram trazidos elementos que justificassem a ação penal.

Para os advogados do ex-prefeito de São Paulo, Pierpaolo Cruz Bottini e Leandro Racca, “o Tribunal reconheceu as falhas da acusação e a inexistência de benefícios indevidos para a UTC na gestão Fernando Haddad. O próprio Ministério Público concordou com a inviabilidade do processo penal contra o ex-prefeito. A decisão põe um ponto final a uma injustiça que durava meses”, afirmam os advogados.

Redação
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