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02 de dezembro de 2019, 10h13

Haddad: “Governo terá a oportunidade de medir os resultados da nova diplomacia da vassalagem”

Ao comentar retaliação anunciada por Trump contra política de desvalorização do real frente ao dólar, Haddad fez uma referência à política externa submissa aos Estados Unidos conduzida por Ernesto Araújo a mando de Bolsonaro

Bolsonaro em evento nos EUA (Foto: Reprodução)

Um dos principais líderes da oposição, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), comentou na manhã desta segunda-feira (2) a retaliação anunciada pelo Twitter por Donald Trump, retomando as tarifas sobre o aço e o alumínio brasileiros para retaliar a desvalorização “maciça” do real frente ao dólar promovida pelo governo brasileiro.

“O governo terá a oportunidade de medir os resultados da nova diplomacia da vassalagem”, tuitou Haddad, em referência à política externa submissa aos Estados Unidos conduzida por Ernesto Araújo a mando de Bolsonaro.

Bolsonaro, no entanto, não entendeu o impacto da medida de retaliação ao Brasil anunciado por Trump e se esquivou do assunto para evitar um recuo em suas declarações.

“Vou conversar com o Paulo Guedes. Se for o caso, ligo para o Trump. Tenho um canal aberto com ele”, disse, sobre consultar o “posto Ipiranga” que ocupa o Ministério da Economia.

Pelo Twitter, o presidente estadunidense anunciou o aumento das tarifas de todo aço e alumínio importado do Brasil e da Argentina como retaliação à desvalorização “maciça” de suas moedas frente ao dólar.

Segundo Trump, a desvalorização do real e do peso argentina não é bom para os agricultores estadunidenses, levantando a barreira protecionista contra os governos Bolsonaro e Maurício Macri.

“Brasil e Argentina têm provocado uma desvalorização maciça de suas moedas. O que não é bom para os nossos agricultores. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas em todo aço e alumínio enviado para os EUA a partir desses países”, tuitou.

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