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12 de setembro de 2019, 07h17

Humilhado por Bolsonaro, Moro será enquadrado pelo STF em julgamentos marcados para outubro

Corte deve analisar a constitucionalidade da prisão em segunda instância e retomar julgamento sobre a suspeição da imparcialidade de Moro frente aos processos do ex-presidente Lula na Lava Jato

Sergio Moro (Isaac Amorim/MJSP)

Humilhado publicamente por Jair Bolsonaro e cada dia mais marginalizado no governo, o ministro da Justiça, Sergio Moro, agora será enquadrado em uma série de julgamentos programados para o mês de outubro no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Reportagem de Thais Arbex, na edição desta quinta-feira (12) da Folha de S.Paulo, mostra que a corte deve julgar ações que podem anular as decisões do ex-juiz à frente da Lava Jato, contribuindo para o desgaste de Moro e da própria força-tarefa, que se encontram nas cordas após a série de reportagens da Vaza Jato.

Uma das ações que devem ser levadas a plenário questiona a constitucionalidade das prisões após condenação em segunda instância, que Moro incluiu em seu projeto anticrime e é uma das principais bandeiras do lavajatismo.

Gilmar Mendes também estaria disposto a retomar o julgamento da suspeição de Moro, em um pedido de habeas corpus formulado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no qual se alega a falta de imparcialidade de Moro na condução do processo do tríplex de Guarujá (SP).

A corte também deve analisar a anulação da sentença imposta por Moro a Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, além de antecipar o debate – previsto para novembro, sobre uso de dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Receita Federal e Banco Central sem autorização judicial.


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