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24 de agosto de 2019, 19h51

Incêndios na Amazônia podem dificultar acordo entre União Europeia e Mercosul

Presidente da França é favorável a suspender negociações por conta de Jair Bolsonaro

No primeiro dia do encontro do G7, reunião dos países mais ricos do mundo, que ocorre em Biarritz, na França, o principal assunto foi os incêndios que estão ocorrendo na Floresta Amazônica nos últimos dias. A questão ambiental enfrentada pelo Brasil, pode ser decisiva para o futuro econômico de toda a América do Sul.

O presidente francês Emanuel Macron vê com muita preocupação as posições tomadas pelo governo brasileiro em relação a Amazônia e avalia uma possível suspensão de acordos comercias entre a União Europeia e o Mercosul. “Devemos responder ao apelo da floresta, da Amazônia, nosso bem comum. Então vão agir”, afirmou Macron, em pronunciamento na TV.

A França tem elevado o tom contra o Brasil por conta da questão ambiental. Macron já chegou a afirmar que Jair Bolsonaro mente sobre seus compromissos climáticos e a falta de ação para combater o fogo na floresta.

Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos estão mais cautelosos em relação a não fechar acordos com o Mercosul por conta da Amazônia. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, diz que o momento econômico mundial não permite que acordos deste tipo possam ser deixados de lado. “Acho eu seria relutante nesse momento tão difícil para o livre-comércio mundial”.

Por outro lado, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, diz que é muito difícil ratificar algum acordo enquanto o Brasil permite a destruição da floresta.


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