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11 de junho de 2020, 13h22

Incentivados por Bolsonaro, crescem grupos neonazistas no Brasil, diz ONG

Em maio de 2020 foram criadas 204 novas páginas de conteúdo neonazi, ante 42 no mesmo mês do ano passado e 28 em maio de 2018

Platéia do festival fazia referências gestuais nazistas.

Incentivados pelo discurso racista, anticomunista, armamentista e LGBTfóbico do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ), grupos radicais de extrema direita e de inspiração hitlerista têm proliferado nas redes e até mesmo, em alguns casos, nas ruas.

De acordo com levantamento da Safernet, organização não-governamental que promove os direitos humanos na rede e monitora sites radicais, em maio de 2020 foram criadas 204 novas páginas de conteúdo neonazi, ante 42 no mesmo mês do ano passado e 28 em maio de 2018.

Para a organização, há uma relação de causalidade entre o que diz e faz o presidente e esta radicalização nas redes. Em nota, a entidade afirmou ser “inegável que as reiteradas manifestações de ódio contra minorias por membros do Governo Bolsonaro têm empoderado as células neonazistas no Brasil”. A reportagem do El País pediu um comentário do Planalto sobre estes dados, mas não obteve resposta.

A antropóloga da Universidade de Campinas Adriana Dias, especialista no tema, também dentificou 334 células neonazistas em atividade no país no final de 2019, a maioria ainda ativa hoje. Cada célula tem entre 3 e 30 pessoas, de acordo com ela. “Existem grupos ou células neonazistas que têm se aproximado mais do bolsonarismo e dos atos recentes de rua”, afirma Dias. Segundo ela, existem os “autointitulados soberanistas [ligados ao filósofo Olavo de Carvalho, guru intelectual do clã Bolsonaro], que aparecem em células neonazistas no Paraná, Distrito Federal, São Paulo e em Goiânia”, afirma.

Leia reportagem completa no El País


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