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12 de setembro de 2019, 09h47

Indicado por Bolsonaro para a vaga de Dodge afirma que Lava Jato “extrapolou limite da lei”

Segundo parlamentares, o subprocurador Augusto Aras disse que o formato da Lava Jato pode ter levado a prejuízos, não só para reputações, mas para a economia

Augusto Aras (Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE)

O subprocurador Augusto Aras, indicado para a Procuradoria-Geral da República pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), afirmou esta semana, de acordo com o senador Otto Alencar (PSD-BA), que a Lava Jato “teve um ponto em que extrapolou o limite da lei e cometeu excessos, sem citar nomes”, disse o senador.

Aras se reuniu nesta quarta-feira com a bancada do PT na Casa. O discurso contra uma conduta considerada “punitivista” do Ministério Público e de independência em relação ao governo agradou aos parlamentares petistas.

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O vice-líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), afirmou que poderia dar um voto favorável ao subprocurador caso houvesse uma avaliação positiva. “Ajuda alguém que opera o direito que seja capaz de fazer justiça respeitando a lei. Essa constatação só no contato pessoal”, disse Carvalho.

Na segunda-feira (9) Aras foi recebido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e defendeu uma “Lava Jato positiva”, que não criminalize a política. De acordo com relatos de senadores, o indicado pregou um Ministério Público Federal “moderno e clássico”, com unidade nos posicionamentos e que ajude o desenvolvimento do País, sem cor ideológica. Segundo parlamentares, o subprocurador disse que o formato da Lava Jato pode ter levado a prejuízos, não só para reputações, mas para a economia.

Integrantes do Ministério Público Federal protestaram contra a indicação de Aras, por não ter seguido a lista tríplice eleita pela categoria e pelo fato de Bolsonaro ter declarado que queria um procurador-geral alinhado ao governo. Em resposta, ele afirmou que, se assumir o cargo, agirá com “independência absoluta” em relação ao Executivo. “Se alguém pensa que vou dever gratidão, não vou. Vou fazer o trabalho que o MPF tem de fazer, um MPF moderno”, disse o indicado a líderes do Senado na tarde de anteontem.

Segundo a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, Simone Tebet (MDB-MS), a previsão é de que a sabatina seja realizada no próximo dia 25. Antes disso, no dia 18, a comissão poderá ler o parecer da indicação, que ainda não teve um relator designado.

Com informações do Estadão

 


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