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28 de janeiro de 2020, 08h58

Ineficaz: Ministro da Saúde contraria Damares sobre campanha por abstinência sexual

Luiz Henrique Mandetta também fez críticas aos preceitos religiosos que guiam a campanha

Bolsonaro e Luiz Henrique Mandetta. (Foto: Rafael Carvalho/Governo de Transição)

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, responsável por bancar a propaganda do governo federal de combate à gravidez precoce, fez críticas ao foco em abstinência sexual proposto pela ministra Damares Alves. Para ele, a medida é ineficaz e não deve ser a única política de enfrentamento do problema.

“A mensagem do comportamento responsável é válida. É uma vida, é o afastamento da escola. Mas não se pode minimizar a discussão e dar ênfase só para isso. É um problema complexo. Tenho apostado muito em informar as consequências, porque acredito que esse seja um ponto essencial para a conscientização”, disse o ministro, em entrevista ao Painel, da Folha de S. Paulo.

Mandetta também fez críticas aos preceitos religiosos que guiam a campanha. No documento do ministério de Damares, um dos argumentos em prol da abstinência diz que gravidez de jovens é um dos motivos para afastá-los da “família e da fé”.

“As campanhas falarem sobre isso [iniciação sexual tardia], eu não vejo problema. O que não pode é que essa seja a nossa única política. Não pode ser nem a única, nem a principal”, concluiu o ministro.

Mandetta estará em reunião nesta terça-feira (28) para definir a linha da campanha. A ideia de Damares é que ação comece já na primeira semana de fevereiro, para atingir o feriado de Carnaval.


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