Ouça o Fórumcast, o podcast da Fórum
20 de outubro de 2018, 08h23

Influenciadores enganam a lei e utilizam posts pagos para divulgar Bolsonaro no Facebook

Legislação permite que apenas candidatos, partidos e coligações têm direito a impulsionar conteúdo na rede social, o que não está sendo seguido

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Mais uma vez a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) mostra que não está muito preocupada em seguir a lei eleitoral, pois, ao contrário do que permite a legislação, pessoas físicas têm despejado dinheiro em anúncios no Facebook para fazer propaganda para o candidato militar à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e para criticar Fernando Haddad (PT).

Segundo reportagem de Artur Rodrigues, da Folha de S.Paulo, o impulsionamento de conteúdo nas redes sociais não é permitido para terceiros. A lei eleitoral prevê que apenas candidatos, partidos políticos, coligações e seus representantes possam utilizar o recurso. A regra indica que posts pagos devem ser descritos como propaganda eleitoral e não podem conter críticas a outros candidatos — o que não tem sido seguido.

Há influenciadores digitais e ex-candidatos, entre outros que patrocinam a campanha do militar. Um exemplo é Ricardo Santi, influenciador digital que cuida de inúmeros sites. Ele pagou 11 anúncios, por intermédio de páginas diferentes, para promover Bolsonaro e criticar Haddad.

Parte das postagens impulsionadas são da página “Eu amo meu nordeste”. Uma das mensagens apresenta uma mulher e uma criança. A mulher diz o nome do candidato petista, ao que a criança bate na mão dela e diz: “Haddad não, minini, Bolsonaro!”.

Santi também impulsiona conteúdo por meio de outra página, a “Operação Bolsonaro”. Além disso, ele mantém os perfis “Reacionário de Topete” e “Time Bolsonaro”. Juntas, as páginas somam cerca de 500 mil seguidores. Por meio da biblioteca de anúncios criada pelo Facebook, a Folha de S.Paulo encontrou outros casos de anúncios eleitorais de simpatizantes do presidenciável do PSL que descumprem as regras eleitorais.

O Facebook afirmou que respeita a Justiça brasileira. “Cumprimos decisões judiciais de remoção de conteúdo específico, nos termos da legislação eleitoral e do Marco Civil da internet”, afirma nota.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum