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27 de março de 2019, 17h28

Inseguro com aprovação da Previdência, Guedes faz nova ameaça: “Tenho uma vida fora”

Durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, ministro da Economia disparou: “Aí, eu venho para ajudar. Aí, o presidente não quer, o Congresso não quer. Vocês acham que eu vou brigar para ficar aqui?”

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Paulo Guedes, ministro da Economia, demonstrou estar bem incomodado com a incapacidade de articulação do governo em relação à aprovação da reforma da Previdência. Nesta quarta-feira (27), ele ameaçou deixar a pasta, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

“Aí, eu venho para ajudar, acho que tenho algumas ideias interessantes. Aí, o presidente não quer, o Congresso não quer. Vocês acham que eu vou brigar para ficar aqui? Eu estou aqui para servi-los. Se ninguém quiser o serviço, vai ser um prazer ter tentado. Mas não tenho apego ao cargo, desejo de ficar a qualquer custo, como também não tenho a inconsequência e irresponsabilidade de sair na primeira derrota. Não existe isso”, disparou.

Questionamento

Guedes respondeu questionamento a respeito da possibilidade de deixar o cargo, na hipótese de o Congresso não aprovar a reforma da Previdência do governo.

“Se o presidente apoiar as coisas que eu acho que podem resolver para o Brasil, eu estarei aqui. Agora, se ou o presidente ou a Câmara ou ninguém quer aquilo, eu vou obstaculizar o trabalho dos senhores? De forma alguma. Eu voltarei para onde sempre estive. Eu tenho uma vida fora daqui”.

Mais ameaça

Não é a primeira ameaça de Guedes. Em evento da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), realizado nesta segunda-feira (25) em Brasília, o ministro fez pressão para angariar apoio na aprovação da reforma da Previdência e afirmou que, caso a proposta não passe no Congresso, o governo suspenderá o pagamento de salários de servidores federais.

“Servidores públicos deveriam entender, e até a maioria entende, que [a reforma] é uma forma de garantir suas aposentadorias e seus salários”, disse, logo após afirmar que a interrupção do pagamento de salários de servidores será a “primeira coisa a acontecer” caso a reforma não seja concretizada.

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