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26 de setembro de 2019, 07h36

Investigação do STF sobre fake news chega à Lava Jato e mira outdoor de Curitiba 

Documentos sobre a contratação da placa apontam que a peça foi encomendada em nome do músico João Carlos Queiroz Barbosa, que diz não ter relação com a Lava Jato

Outdoor em homenagem à Lava Jato - Foto: Reprodução

Um inquérito sigiloso instaurado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fake news apura quem são os responsáveis pela instalação de outdoor em homenagem aos cinco anos da operação Lava Jato em uma via de acesso ao aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba (PR). Documentos sobre a contratação da placa apontam que a peça foi encomendada em nome de João Carlos Queiroz Barbosa, que diz não ter relação com a Lava Jato.

Através da investigação de documentos sobre a contratação do outdoor da Outdoormídia, a placa da Lava Jato foi mesmo comprada em nome de Barbosa, via e-mail. O pagamento de R$ 4.100 pela propaganda foi feito por boleto bancário. Em entrevista ao UOL, Barbosa negou ter encomendado a placa e disse que alguns de seus dados pessoais usados para a contratação da peça estão incorretos. Crime pode ser considerado falsidade ideológica.

O outdoor continha fotos de então membros da Lava Jato, incluindo o procurador da República Diogo Castor de Mattos, que confessou o financiamento da placa a procuradores e à corregedoria da MPF, mas não foi formalmente investigado. Abaixo das imagens da peça, havia os dizeres: “Bem-vindo à República de Curitiba, terra da Lava Jato, a investigação que mudou o país”.

Leia também: Novos áudios revelam como corregedoria do MPF atuou para abafar confissão de procurador

Em agosto deste mês, o Intercept Brasil divulgou áudios que revelaram a atuação da corregedoria do Ministério Público Federal (MPF), em parceria com procuradores da Lava Jato, para abafar a confissão do procurador Castor de Mattos. O coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, chegou a intermediar conversas com Oswaldo Barbosa, do MPF, para proteger Castor de Mattos, mesmo sabendo da confissão de culpa. A intermediação deu certo, pois mensagens também divulgadas pelo Intercept indicam que o corregedor disse a Dallagnol que iria suspender apurações e manter o caso em segredo.

Tudo indica que os procuradores entenderam que essa ação do Castor de Mattos foi de fato uma ilegalidade e mostraram grande preocupação. Inclusive, chegaram a preparar uma nota oficial caso o ocorrido viesse à tona. “Depende da repercussão que isso tiver, no futuro nada obsta que ele retorne”, disse um dos procuradores, Orlando Martello, também mencionando o possível afastamento de Castor se o caso viesse à tona.

 


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